Uma Nova Roupa, Por favor

De Enigma
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Mahou no Kami -- Capítulo Quatro -- Sol Cajueiro

Um livro de Future Pop Adventure -- Estágio -- O Enigma das Orija

Nota: Todos os Direitos reservados (Sol Cajueiro).

Este texto foi publicado em 26 de Dezembro de 2020.

Dedicatória

À minha filha, minha motivação; aos meus pais, irmãos, de sangue e de caminho; aos amigos, de coração, a quem sempre deu apoio, em corpo, mente e espírito, e está agora digno de minha eterna gratidão.

Obrigado.

Cap 4 – Uma Nova Roupa, Por favor

Athýmas! Muito obrigado por vir.

– Ora, Tarja – diz ele, feliz – Não podia deixar de vir, pra conferir o que é que a nossa Escola tem, ou vai rolar, na festa de inauguração, né.

– Pois então, fique a vontade – diz a diretora.

A festa começou, era umas cinco horas.

Muito rapidamente, Athýmas se identificou com Rayki, e viu que havia uma convidada muito especial na festa: A Magia.

Athýmas – disse ela, e ele sabe que ela o reconheceu.

Magia – diz ele – Quem é sua amiga?

Havia uma mulher linda ao lado da Magia, jovem como ele, mas ele sabia o tempo todo que ela não podia ser tirada do sério.

– Oh, A Morte – Morte, esse é Athýmas, e esse é Rayki. Athýmas teve várias vidas como mortal, quer dizer, mais ou menos, e isso não está muito claro para A Morte.

– Era difícil, Magia – diz ele, preocupado com A Morte – Vocês não sabem mais o que é viver como mortal,... mas eu aprendi muita coisa.

– Vamos pegar alguma coisa pra beber?

– Boa idéia, Magia – diz Rayki – Quer dizer, que você é amiga dele, desde tempos imemoriais? – Rayki queria saber.

– Isso mesmo; mas, recentemente, tudo mudou. Nós estamos em uma nova oportunidade, quero dizer, uma nova encarnação.

– Você também? – quis saber Rayki.

– Também – Magia pediu a Tarja para arrumar uma mesa para eles, uma vez que o encontro deles cinco, incluindo a diretora, é um fato excepcional.

Se ajeitaram na mesa, e logo tinha cerveja.

Rapidamente, Rayki identificou alunos que ele já conhecia, e o principal foi o garoto Teodoro, que se pudesse, estaria na mesa com eles.

Tarja pediu desculpas, por não ficar.

– Desculpem por isso, mas a festa é muito grande; temos visitantes de todas as vilas, ou representantes bruxos das mesmas.

– Fique de olho na mesa – Athýmas convida.

E assim a reunião começou, ali mesmo.

– Imagino que A Morte não tenha problemas com reencarnação – Rayki quis saber, tomando coragem – Desculpe, sou novo nisso.

– Engano seu, Rayki, todos temos traumas.

– Ué, Athýmas – o jovem deus continuou – Você também tem traumas? Quero dizer, achei que você era o todo poderoso.

– Você me deu um presente maravilhoso, Rayki. Eu não sabia que você tinha proibido a viagem no tempo, e então, fui tentar ir para o Egito desse mundo, e eu acabei preso e sem memórias, lá; virei um escriba.

– Descupe, mas a regra vale pra todos – revela ele.

– Vocês quer saber dos traumas – Athýmas não fez uma pergunta, isso foi o que Rayki percebeu – Vou te contar um deles.

– Não se esqueça de que todos só podemos fazer uma grande revelação por semana, Athýmas – lhe lembrou A Magia.

– Existiu uma civilização universal; mas, ela acabou há duzentos milhões de anos atrás, deixando um vazio de cem milhões de anos. Isso, eu acredito que deva ser um trauma da Morte – ele abaixou a cabeça, para cumprimentar a Morte, que balançou a cabeça, confirmando – E então, o Universo nunca mais se recuperou, o que quer dizer dezoito milhões de multiversos; mas, o nosso multiverso é maior que a maioria, oitocentas vezes maior. Naquela época, havia dezessete milhões, porém, com a morte de tantas pessoas, e cem milhões de anos em que somente as raças chamadas de Antigos, e mais umas poucas, sobreviveram, você deve pensar, que o Tudo sofreu um trauma terrível, morte em escala universal; e agora, existe um milhão de multiversos a mais no Universo, talvez isso seja um reflexo.

Rayki parou para pensar, e não conseguiu.

– Isso tudo que você está falando é tão grande, que não consigo parar para raciocinar, Athýmas – disse ele – Você tem certeza disso?

– Isso aconteceu, mesmo, e estamos há cem milhões de anos tentando nos fazer evoluir de novo, mas é difícil por causa desse trauma – diz a Morte – Você e a Tarja são muito jovens como deuses, mas devem entender isso.

– Isso mesmo, Morte – Athýmas continua – O Universo tem dez elevado a sessenta mundos; isso é o que Toth me informou, há pouco tempo. E isso quer dizer que estamos enfrentando um império sem tamanho! Os magos estão em todos os mundos, e estão, há mil e setecentos anos, caçando os bruxos de nascença, é o que eu fui informado; o Egito existe em muitos lugares.

– Isso é muito grande,... – Rayki quase não acredita.

– Mas, é – Athýmas concorda – Imenso.

– Porque a sociedade acabou? Quero dizer, não pode ter acabado sem um verdadeiro motivo,...

– Pois é,... Eu, recentemente, tive contato com uma teoria, feita pelo criador de línguas que eu adotei como discípulo, que pode explicar isso.

– Então, você fez mesmo isso? Escolheu alguém, e inspirou, para criar o que você queria que fosse? Isso parece coisa de Jogador,...

– A teoria explica que existe uma força universal negativa, a Corrupção; mas, existe o oposto, que é a Integridade; e uma, de mudança, a Subversão. De acordo com ele, que criou isso tudo para um jogo, existe um tipo de pessoa que segue essa energia negativa, e são chamados de Corruptores. São pessoas que passaram dos limites da maldade, sem volta, e que existem para corromper.

– Mas isso é Teoria do Grande Jogo,... existe.

– Vocês, Jogadores, estão muito à frente do tempo, Rayki. Nós, só agora, que estamos sabendo que isso existe – revela Athýmas, calmo.

– Eu já estava sabendo da teoria, Athýmas.

– O que a Morte poderia estar querendo com meu discípulo? Isso é algum tipo de ameaça? Quero dizer, ele é meu discípulo; preciso defender ele, mas estou sentindo que tem um segredo nisso tudo. O que é?

– Eu fiz uma droga,... com a Teoria dele.

– H'n,... E quem é que iria tomar uma droga desse tipo?

– Eu pensei em te oferecer – a Morte tira um franco do bolso, com um tipo de substância azul anil – Você não é forte o bastante?

– Pra quê? Pra tomar isso? Isso não é nada.

– Então, porque você não toma? – desafia ela.

– Você está me desafiando – não era uma pergunta – Me dá isso aqui,... Vou ver o que você inventou – e Athýmas tomou.

– Não se preocupe, a overdose disso é duzentos frascos; mas, isso é o que eu consegui calcular,... Não tenho nenhuma certeza disso.

Tarja apareceu na mesa, de cara fechada.

– Vocês estão usando drogas, na festa da Escola,... De onde foi que você veio a aprender isso, Athýmas? Não te ensinei nada disso.

Mas, Athýmas não estava mais ali.

Tudo que ele se lembra, era de ter tomado a Droga da Morte, mas acordou na diretoria, deitado na cama que usava quando era Ifar.

– Bom dia, Tarja – diz ele, tentando se mover.

– Que bom! – diz ela – Você ficou doidão a festa toda,... Ainda bem que os alunos não perceberam – Tarja para o que estava fazendo.

– O que foi que eu fiz? Dei problema?

– Na verdade, não – ela só se entristece, por isso; queria que ele tivesse dado vexame – Você só não respondia mais o que falavam,... Parecia um louco, como os de um hospital, de verdade; mas não ficou agressivo.

– Mas que coisa boa! – ele se recupera – Tive um idéia! Vou precisar de um imenso favor, Tarja: do contato com A Morte.

Tarja não tinha o contato, mas Athýmas sabia quem era A Magia, e foi atrás dela para colocar o seu plano em andamento.

– Obrigado, Magia. E eu, agora, vou dar um jeito no maior problema que já existiu! – diz um Athýmas muito, mas muito alegre.

Depois de um tempo de conversa, A Morte entendeu; mas, não quis revelar se isso de fato iria funcionar, como ele queria.

Tempus,... – "O que foi? Já sei o que você quer,... Isso é a coisa mais difícil de fazer que alguém já me pediu" – Dá pra fazer?

Momentos depois, Athýmas estava em contato com os Guardiões, que regiam a sociedade universal há duzentos milhões de anos.

– Sabemos quem você é – disse o guardião.

– Que bom! – disse Athýmas, aliviado – Eu estou entrando em contato, para dizer que conseguimos transformar a energia negativa que destrói tudo, mas não foi uma coisa muito fácil,... A Morte transformou ela em uma droga. Eu tomei. Agora, a droga poderia ser a solução da destruição de tudo, aí no passado, porque não tem mesmo outra oportunidade; mas, só Deuses devem tomar,...

– Precisamos do como fazer a droga,...

E Athýmas apresentou A Morte, que explicou como fazer, mas Athýmas não sabia nada sobre aquilo, isso de poções nunca foi seu forte.

– A overdose é duzentas doses; mortais não podem tomar – disse ela – Então, Tempus vai levar a droga até vocês, para vocês terem o exemplo.

E o vampiro enviou a dose que restava para o passado.

– Obrigado pela tentativa – diz o guardião, então – Não sabemos se isso vai dar certo, mas é a primeira vez que vemos essa opção do que fazer.

E o Conselho dos Guardiões desfez a ligação, deixando eles sem saber se a idéia vai ter dado certo; sinceramente, até Athýmas está em dúvida.

– Deu certo, Athýmas – diz A Morte – Estou vendo,...

– Eu também estou – ele observa as mudanças – Hah! – e eles lhe deram um monte de presentes, no passado, pelo que faria no futuro.

– O que você quer fazer, agora que conseguiu?

– Não tenho muita certeza do que eu vou fazer, não, minha amiga; permita eu te chamar de amiga,... Agora, vou voltar pra casa, para pensar.

– Vou me esconder,... Todos eles sabem quem eu sou,...

– Você diz, os guardiões? Isso não é problema,... Você é tão herói quanto esse eu, que rapidamente pensou nessa solução; mas, eu preciso pensar,...

– No que você precisa pensar? – A Morte questiona.

– Tem uma nuvem impedindo a minha visão,... Um problema que, se eu não fosse velho, iria querer esquecer – revela um Athýmas muito preocupado – Mas, vou esperar, quer dizer, vamos esperar pelo contato dos guardiões,... Eu só quero que a nossa Realidade não se desfaça; e eles estão cuidando disso.

– Tem mais alguma coisa que nós possamos fazer?

– Deve ter – ele espera, mas nada vem à mente – Vamos ver se os guardiões conseguem salvar os cem milhões de anos seguintes, é o que espero.

E ele foi embora, porque se despedir não é uma opção.

Ao chegar em casa, foi para o quarto. Deixou a janela aberta, e foi fazer um café, pensa ele: – "Nessa região, café é o Sangue da Terra. Onde é frio, pode até ser o vinho, mas aqui é isso que eu devo fazer" – e vai.

Algum tempo depois, bebendo seu café, Athýmas ouve uma voz, e se vê com outros olhos: ele estava usando uma outra roupa, muito feminina,... a roupa estava por cima da sua roupa comum. Era branca, e tinha babados na cintura.

– "Nós somos O Império Otome" – ele ouve – "Você nos indicou com quem o contato deveria ser feito; por isso, nós observamos você nos últimos seis meses, e vemos que você é uma princesa. Nossas guerreiras são princesas, e você agora está convidado a ser uma grande guerreira; vamos começar o treinamento",...

– Espera! Calma, que eu não entendi – revela ele – Você quer dizer que vocês são princesas, e que são guerreiras? Nunca ouvi falar de vocês!

– "Nós precisamos de guerreiras,... Você deve saber que é uma grande honra ser uma Otome; mas, vamos precisar criar uma roupa para você, porque essa é um tanto feminina demais; estamos ajeitando a sua roupa,... Espere".

A roupa se modificou, deixando um Athýmas um pouco mais satisfeito de ter esse contato: – "Ao menos, elas entendem que eu sou homem",... – e ele começou a investigar o que é uma Otome, se iluminando sobre elas.

Descobriu imediatamente, que elas estavam em dezesseis galáxias, o que por si só já é um feito extremo; depois, observou os combates,... elas são guerreiras, de verdade, mas na verdade elas precisam de um "ativador",... uma pessoa, o que em geral é um nobre, que dá autorização para elas usarem poder, e elas ativam os seus poderes dizendo: "Materializar!", só que de uma maneira diferente; e viu que elas e estes nobres são adorados, em todos os mundos em que estão, porque as guerras não envolvem mais a população, e somente as Otome lutam.

"Que interessante",... – pensa ele – "Quer dizer, que temos uma alternativa para a guerra, se seguirmos o que esse Império está nos oferecendo?".

De repente, ele teve que esquivar de um ataque, e ouviu uma voz, que ele já conhecia, da princesa que tinha feito contato com ele.

– "O que é isso, Athýmas?" – questiona ela – "Você precisa me dizer o que eu deveria fazer! Não entendi nada do que é uma Otome,... Me explica!"

– Eu estou investigando isso – ele revela – Elas são grandes guerreiras, e seu império existe em dezesseis galáxias; com elas, a população não sofre mais com a grande quantidade de guerras, porque só Otome participam da guerra. E foi isso que eu consegui: a população as vê como salvadoras! Mas,...

– "Eu posso ser Otome, então?" – quis saber a jovem.

Na verdade, Athýmas sentiu que a princesa queria ser Otome, e viu que era o que acontecia em todos os mundos onde elas fizeram contato.

– Acho que é uma oportunidade de fazer a diferença. Isso, não tem como eu negar,... que eu também estou sentindo a vontade de abraçar a causa.

– "Você consegue saber de tudo isso?" – diz a Otome – "Você vai ser, então, uma grande guerreira, ou guerreiro,... temos de abrir uma exceção".

– Eu entendi – diz ele, tentando se esquivar de novo. Na verdade, ele viu que existia um problema, que não era falado, um tabu verdadeiro.

– "Aqui é a princesa do Japão" – diz uma nova voz, que ele não conhecia, e que ele quer saber quem é – "Otome é japonês, e significa: Donzela".

– E quem é você, princesa? – começou ele, com muito cuidado.

– "Eu sou uma das oito princesas, inlcuindo você,... Você sabe disso! Nós te dissemos que iríamos nos mudar para a sua cidade,... e que, na verdade, queríamos fazer isso por causa da Escola de Magia,... Você sabe!" – diz ela.

– Não esperava que vocês fossem tão rápidas em se mudar.

– "Também fui selecionada para ser Otome,.. e estou querendo saber o que é uma Otome,.. Elas já começaram o treinamento! Isso dói!" – diz ela.

– O que eu entendi é que é uma honra ser uma Otome: elas são adoradas por toda a população de onde elas fizeram contato, deram um fim na guerra de onde vivem, mas pelo que eu vejo, tem algum segredo que eu não decifrei,..

– Então, eu quero ser Otome – diz a primeira princesa.

– Eu também! – diz a segunda; mas, realmente, havia alguma coisa que ele não conseguia dizer o que era, e ele decidiu esperar.

Mas não parou por aí, e ele ouviu mais uma voz.

– "Oi" – disse uma voz muito jovem, de menina.

– Oi – Athýmas começou – Você também é princesa? Estou vendo que acabei como o centro dessa reunião de princesas,... Quantos anos você tem?

– "Tenho onze,... Queria saber o que é isso: Otome".

– "Também estou te observando" – diz outra voz, da sua idade – "Parece que nós somos quatro, então. Queria saber como você é princesa, sendo homem".

– Pessoas com espírito muito velho tem várias formas. Eu nasci como uma princesa do Egito, filha de Toth; depois, descobri quem realmente sou.

– "Eu também sou princesa do Egito" – disse ela.

– Que interessante,... Vou forçar a observação, para ver se mais alguém vai se demonstrar – e ele começou a obrigar observadores a se demonstrar.

Visto que nenhuma outra observadora apareceu, continuou.

– Acho que nós precisamos nos preparar para isso.

– "O que você quer dizer?" – diz a alemã – "Eu quero saber o que nós vamos fazer, porque estou recebendo ataques o tempo todo, e dói".

– Vou inspirar vocês – disse ele, cheio de propósito.

– "Não entendi" – disse a princesa do Japão – "Explique, por favor".

– Vou fazer vocês saberem disso, antes de acontecer.

– "Acho que eu gostei disso",... – diz a alemã.

Tempus – "Já sei, quanto tempo atrás você quer isso?" – Eu preciso de uns cinco anos, porque a mais jovem tem onze, ela vai ter seis quando eu vou fazer ela e as demais descobrirem quem são; isso vai mudar minha história.

– Você pode fazer isso?! Que impressionante – diz a alemã.

– Posso. E vocês vão saber quem são, e vamos ficar sabendo o que é Otome, desde há cinco anos atrás. Tempus – "Está feito", disse ele.

Mas, o treinamento continuou, sem interrupção.

Foram dois dias de treinamento pesado, ataques o tempo todo, e só quando estavam cansados, ele e as quatro princesas podiam ir dormir.

Athýmas descobriu que O Império Otome havia se formado há seissentos anos no passado, e que parecia ser uma reação a outro problema. Um problema que não podia ser falado, um segredo. Um Inimigo Sem Rosto. Um outro império, que elas e os nobres do seu império descobriram que existia, e se organizaram para enfrentar, mas por causa disso, ele descobriu que eles matavam pessoas que podiam ser um problema para eles; eles ficavam invisíveis, e sabiam de quase tudo, exceto pelo que era dito em código, e a língua das Otome era um código, então elas conseguiam usar a língua sem que eles soubessem o que elas estavam falando; mas bem, eram uma outra força, um império que estava dominando várias galáxias.

Assim sendo, as Otome estavam lutando contra eles.

Só que, existia um outro problema, os magos estavam há mil e setecentos anos expandindo, e haviam se tornado um império quase universal.

As Otome se opunham a eles, também, e Athýmas começou a gostar das informações que a iluminação estava lhe oferecendo, elas eram valorosas.

– "Você consegue se esquivar de todos os ataques?!".

– Tenho uma capacidade, que na verdade é de psiónico, a Presciência me deixa saber o que vai acontecer – ele sentiu perigo, vindo delas.

E foi assim que Athýmas descobriu que as Otome existiam, fazendo contato e sendo convidado a ser uma Otome, também; mas, ele sentia que havia feito algum tipo de revelação a elas, acha que é "ter presciência", perigosa.

Encontrou um mago que havia se revoltado contra o império dos magos, e por causa disso, foi entregue a uma floresta da Romênia para morrer.

O jovem sentiu que o mago não era demonista.

Athýmas fala com Tempus: – Ele precisa sobreviver! – "O que você quer que eu faça?" – Só me permita mudar uma única coisa: conversar com ele.

E ele colocou uma rodovia, com um poste de luz, no caminho dele, dizendo a ele como uma revelação: – Pegue carona com o primeiro carro – "E quem é você, que está me ajudando?" – Sou O Deus do Egito, e vou iluminar você. Você vai ajudar em uma pesquisa muito importante, e deve ir para a Inglaterra; estou inspirando os magos da Inglaterra a se revoltarem contra o império dos magos, mas também é parte disso os magos da Alemanha romperem com esse império que tem matado muitos dos que tem direito a magia – "Bruxas, você diz? A Caçada ainda existe, e ela acontece há mais de mil anos: Bruxaria é motivo de ser queimado na fogueira, quer dizer, o que acontece hoje em dia é assassinato, porque a Igreja perdeu poder" – Isso é uma coisa terrível! Vou te inspirar a desenvolver um outro método; um que possa fazer com que magos não precisem de demônios, sei que todos são demonistas, e você vai receber informações que nossa Escola vai desenvolver – "E qual é a exigência?" – Desfaça qualquer ligação com demônios – "Eu não tenho pacto", diz o mago – Isso é perfeito – e logo a seguir passou um carro, que deu carona a esse novo aliado.

– Fiz o que dava para fazer, meninas – diz ele – Mas, esse treinamento é muito pesado; temos de fazer alguma coisa em relação a isso,...

– "O que você quer dizer?" – mas aconteceu. Elas estavam lhe observando há cinco anos, só que ele não sabia de nada sobre elas, e isso lhe avisou.

– Quem está aí? Porque você interferiu no que eu fiz?

– "Aqui é o Conselho dos Guardiões" – disseram eles. Athýmas pensou que estavam salvos – "Você não pode mudar o seu passado".

– Sejam bem-vindos de volta! Mas, porque eu não posso? Estou acostumado a fazer isso há mais tempo do que é possível dizer.

– "É possível que você possa, depois; só que, agora, precisamos garantir que você salve o passado! Ainda estamos garantindo isso,...

O jovem Athýmas pensou: "Grande,... Agora não posso mais fazer a minha principal maneira de mudar as coisas", mas continuou.

– O que vocês tem a dizer sobre as Otome?

– Estamos vendo que elas fizeram contato com você – disse um guardião – E, que você foi convidado a ser uma delas,... Elas tem um inimigo,... E eles são muito perigosos,... Vamos catalogar eles, para decidir o que fazer.

Os ataques continuavam, ele estava se esquivando.

Só que, suas amigas princesas não tinham presciência, e estavam sendo bem machucadas, e foi então que ele começou a se revoltar.

– Vocês não podem fazer isso – disse ele – Otomes, vocês não podem fazer isso – mas os ataques continuavam – Vocês simplesmente não podem fazer isso.

E então, ele sentiu o que a presciência havia alertado.

Uma tecnologia de controle, e elas iriam dobrar a sua vontade, fazendo dele um boneco, um guerreiro que não questionava a sua liderança.

Conselho dos Guardiões: vocês estão vendo isso?

– "Estamos" – disseram – "Sabemos que os Antigos não permitem tecnologia de controle; vamos avisar eles, mas vamos ter que dizer a eles quem você é".

Athýmas sentiu a presença alienígena de uma raça que não seguia a mesma forma que os humanos, uma raça de insetos, velha como as estrelas.

– "Não permitimos tecnologias de controle da mente", é o que Athýmas ouve deles, os insetos – "Fique parado: estamos retirando a tecnologia".

E assim, ele ficou parado, e sentiu aquilo sendo removido.

– "Vamos retirar isso de todas elas, também" – ele ouve.

Mas, então, Athýmas se afeiçoou às Otome: grandes guerreiras, que impediam que a população lutasse em guerras, sob total controle dos nobres.

Suas iluminações continuavam a acontecer, revelando histórias de mundos em que elas tinham chegado, levado a tecnologia Otome com elas, um império que, na verdade, tinha um inimigo sem rosto, e tomou a decisão. Iria ajudar. Elas eram lindas e poderosas, verdadeiras princesas. E ele ouviu sua voz feminina: – "Estou vendo o que elas são, e eu quero ser uma Otome", disse Akkia, a verdadeira princesa.

– Vamos precisar adicionar alguma coisa, Akkia, elas são guerreiras e eu estou sabendo da guerra delas – "Técnicas de Super Magia", ele ouve – Boa idéia,... Vou sugerir isso,... Quero dizer,... Eu mesmo vou descobrir isso, essa vai ser a minha missão. Isso existe?

Ele se concentra no fluxo, coisa que ele não está mais acostumado a fazer, ou melhor, desde que ele perdeu a memória há três mil e setecentos e cinquenta anos atrás, ele viveu como mortal, fazer isso exige um pouco de concentração.

Ele encontrou seu nome de Otome, mas tinha um segredo nisso; ele, então, se lebrou do nome "Donzela" em Akkia, sua língua com Tarja, "Offar", mas pensa é na palavra: "Origa", ele pega "Origami", do japonês, tira o final e chama de "letra". Ele decidiu chamar de Origa, essa iluminação que ele estava tendo, um outro tipo de Otome, ou melhor, um tipo de guerreira diferente, com Magia, e rapidamente decidiu o que fazer.

Ele tinha uma escolha a fazer, nesse dia tenso.

Tudo levava a acreditar que ele e as outras princesas não passariam no teste, morreriam no treinamento, ou que todas seriam controladas.

Iriam perder o direito de escolha, seriam marionetes.

– Atenção, todas as Otome! – diz, enfim – Vocês estão sendo libertadas. Isso quer dizer que vocês eram controladas pelos nobres, não tinham escolha, eram um tipo de Super Soldado cego para as outras possibilidades, as chances de se fazer o que o coração escolhe; e vocês, agora, vão poder ser lindas, educadas e poderosas, que é o que uma princesa guerreira sempre quis ser.

– "Aqui é Adeta, Otome; e quem é você?".

– Eu sou Aurinka, uma Otome em treinamento – disse ele.

– "Você não sabe a nossa língua",...

Ele começa a pensar em que as Origa vão precisar de uma língua, e ele não pode mais mudar o próprio passado.,.. Como ele vai fazer?

– Posso aprender,... Todas as Otome estão sendo libertadas, tomem o controle do seu Império, e não permitam mais tecnologias de controle.

– "Muito obrigado, Aurinka" – disse Adeta.

– As Otome, agora, vão poder ser lindas, educadas e poderosas. Eu estou me tornando ciente do inimigo de vocês, e isso vai ser resolvido.

– "Que lindo! Você vai ficar famosa" – disse ela.

Ele vai ter de se acostumar a ouvir o feminino dito a ele, mas se apressou em terminar a conversa: – Obrigado, e assinado: Aurinka.

Sabe que todas as Otome ouviram isso: "Super comunicação,... Que coisa boa".

O treinamento acabou, muito de repente.

– "Aqui é a Otome que estava fazendo o seu treinamento", disse ela, "Você está desenvolvendo uma série de pensamentos que nos interessa. O que é isso, que você está pensando? O que é uma Origa?" – elas sabem o que você pensa, foi o seu pensamento, mas ele resolveu que era hora de dizer.

Origa é uma princesa que pode usar Super Magia.

– "Muito interessante isso, Athýmas".

– Vou desenvolver a teoria, e colocar o meu contato em contato com você, e vou fazer isso acontecer naturalmente – "O que é pra fazer?", questiona Tempus, o imortal que está sempre com ele – Ilumine o mesmo mago que não é demonista, que eu salvei da floresta, vamos colocar essa peça no lugar.

Athýmas esperou alguns segundos.

– "Aqui é o Aparatista que você salvou da floresta!", ouve feliz, "Você merece saber o método verdadeiro para realizar Magia sem demônios; conseguiu me colocar no lugar, ou melhor, me inspirou a fazer tudo certo para estar aqui".

– Obrigado; mas, você sabe o que é uma Origa, mago?

– "Magiker", corrige ele – "Nós aparatistas estávamos sabendo que uma mudança na Magia estava pra acontecer, e você me deu várias teorias muito importantes" – diz ele – "E você quer dizer a princesa que pode usar magia, você me deu as estatísticas todas".

– E o que você acha que vamos fazer, magiker?

– "Primeiro, vamos dar um jeito nessa roupa! As Otome tem um modelo de roupa masculina, vamos começar por isso – diz ele, rápido.

– Muito obrigado por isso – Athýmas conclui.

(Fim do Cap 4)