Tenho uma Missão (Conto)

De Enigma
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Este é o Conto: Tenho uma Missão

Enigma –– Saga de Contos –– Conto 2A –– Agora, Tenho uma Missão

Sol Cajueiro

Dedicatória

À minha filha; aos meus pais; e aos irmãos, de sangue e de caminho; a quem sempre me deu apoio.

Nota: Alguns direitos reservados (Sol Cajueiro).

Siga para Enigma:Aviso_geral para ver a licença.

Um Conto do: Multiverso Ficcional Enigma (EFM).

Publicado em 23 de novembro de 2014.

–– “Maravilhooso!”,...

–– Embaixador exilado Nibongo, Béalae (Belo Horizonte), 2006.

–– 2213, Arquivo da Triton Corps.

Agora, Tenho uma Missão

O clube não está cheio. Mais uma vez, Nikotine sabe que terá mais uma noite vazia pela frente. A sua cabine do Bei Nacht tem um exaustor e, como é proibido fumar em lugares fechados, ele prefere ganhar pouco a ser obrigado a passar horas, nos dias mais lotados – ou seja, nunca – sem fumar. Os donos têm também uma pastelaria no andar de baixo. Isto é o que mantém a casa aberta. Isso e a noite de sexta, quando bandas vem tocar; mas neste caso, Niko deixa de ganhar a festa em nome de servir coquetéis, pois paga mais.

– Hei, D-jay! Você tem música de guerra?

De costas, Nikotine apenas riu e pensou rápido uma tirada.

Ao se virar, não havia ninguém ali pra zoar.

Ele engoliu a brincadeira e coçou a cabeça, sem saber o que é que estava acontecendo, confuso; tentando pensar, a casa noturna quase vazia.

– Waw; a panzerbier devia ter alguma merda. Quem será que foi?

– Toma uma pra rebater.

– Scheisse! – Niko pula pra trás.

Nikodemus quase derrubou tudo, mas nada caiu; e ao parar para tentar ver melhor, realmente não há ninguém ali! Ele coça o rosto, em dúvida.

– Você tem música pesada, pra soldados?

– Autsch! O que você é?! Você é um geist, bruder?

Não houve resposta, enquanto a música para.

O d-jay decide manter os braços à frente, levantados na altura do rosto, porque essa é a coisa mais bizarra que ele já viu.

Está realmente com medo; suas pernas tremem.

Ainda assim, não acontecendo nenhuma coisa estranha, ele aos poucos vai baixando os braços; e olha, agora um pouco curioso.

– Quem é você? – ele decide tentar.

– Você pode me chamar de Ni.

– Scheisse, bruder! Você é um fantasma?!

– Não – disse a voz – Eu sou um embaixador alienígena, exilado em seu mundo há mais de dois séculos; prazer.

Assim, Nikodemus foi chegando para a frente: ele olha para a pista, onde a música morna parou, agora, e não tem ninguém dançando.

– Schön,...

– Põe umas paradas bem antigas, ae. Música de guerra. Música que vai fazer o coração das pessoas se preparar para a guerra.

– Não entendi. Vou te chamar de Ni mesmo, mas pra mim tu é um geist, e das antigas! Ligou? Sei... Deixa eu ver aqui... Acho que tem umas músicas bem velhas na data. Nunca toquei, bruder! Não sei o que os donos vão achar.

Não se ouve nenhuma resposta.

– Schön,... Industrial! Achei, século vinte e um,... Huh? Tá na linha.

De repente, começou a tocar uma marcha de guerra eletrônica, e todas as pessoas olharam para a cabine.

– Hoi, Ni! Se eu for despedido, a culpa é sua! Só avisando.

Uma pessoa se levanta, tímida.

Aos poucos, o jovem vai balançando a cabeça, no ritmo.

Ele abre um sorriso, aparentemente feliz.

Nikodemus decide mixar ao vivo, coisa que ele sempre quis fazer ali, mas os donos só querem manter o lugar funcionando, para que eles não percam direito sobre o imóvel. Logo, outras pessoas se levantam.

– Hei, Ni! Tá funcionando!

Aos poucos, o salão de dança se enche.

A noite em Viena já foi melhor. Digo, ao menos o que se vê contar nas salas de holografia! Não havia esse imenso bolsão de pobreza ao redor da região, que vai daí até as terras polonêsas; e o que se diz é que a culpa é dos aglomerados. Viena fica exatamente entre o aglomerado central europeu e o aglomerado leste, ambos centrados em Berlin e a cidade encantada de Budapeste, ainda um pouco longe dos seus parentes; mais ao norte – ou nordeste, de fato – o aglomerado russo de Moskau fumega, imenso, à noite; fora, desertos e eremitas.

O ano de dois mil duzentos e treze traz discussões acadêmicas sobre uma realidade visível: há muito, os dróides tornaram o trabalho desnecessário.

Nenhum cientista acadêmico explica o fato.

Desde que os dróides ocuparam o cargo de trabalhos pesados e também de o seu profeta lhe servir com tudo o que você necessita, uma quantidade de homens e mulheres – que não têm trabalho – faz da sua vida o que quiser, ou da dos outros, também; e as ruas são quase seguras, a não ser que você precise ou passar por áreas sem câmeras, ou que bloqueiem seu computador.

De repente, ela vira a rua e vê um homem.

– Huh! – ela se assuta.

– Me dá o dinheiro – diz o homem com sotaque eslavo.

– Eu... não tenho... dinhei-

Calabocapiranha, e me o dinheiro!!

O homem tira uma faca e ela começa a chorar, resmungando “Não tenho”; e o homem avança.

As sombras das árvores se movem. De repente, o vento torna o ar um tanto meio denso; o céu sob os paraluzes é de um cinza chumbo.

Alguma coisa acerta sua mão; e a faca voa longe. Indeciso, ele para. Retira do casaco imundo outra faca.

Sorri, um sorriso maldoso, ciente da maldade.

De novo, alguma coisa acerta a arma em sua mão, que voa para longe; o homem duvida, olha para a mulher meio de lado, pensando em matá-la.

E, então, ouve-se uma voz.

– Deixe-a em paz!

– Prizrak! – grita o vagabundo, desesperado; e corre.

Assim, ela fica parada, de boca aberta. Depois de alguns segundos, funga o nariz, limpa o rosto; e confere o computador no bolso: desligado.

– Você,... (funga)... é mesmo um fantasma?

– Não – diz a voz, de homem, ou,...

– Você,...

– Diga.

– Você tem cheiro de álcool.

– Eu estou bêbado! ÊÊêêêeee... Me chame de Ni. Eu consegui ficar bêbado, finalmente! Negociei minha bebida com um traficante do Setor Cinza, que é bem perto daqui; mas me desculpe. Você está bem? Quase me esqueci de que vocês são frágeis, e que às vezes morrem de susto.

A jovem, de aparência simples, fungou mais uma vez e ergueu a cabeça, agora respirando fundo porque o medo já passou.

– Como você disse que se chama?

– Ni – diz a voz – Sou um embaixador exilado; mas isso é uma história, ah, um dia eu te conto,...

– “Ni”?! Que nome esquisito... Você é um anjo?

– Não! – ele pareceu insultado, pela voz – Sou um símio! É claro que não deve ser uma novidade pra você, isso de ser um macaco.

– Arrâ,... Eu me chamo Batavski, Alina.

– Eu sei.

– Você me salvou.

– E tenho uma razão muito grande pra ter feito isso.

– O que é?

– Tenho uma coisa muito importante para te contar, Alina. E vou precisar da sua ajuda; não! Todos vão precisar, na verdade.

– Pode falar, Ni. Você se importa? Ni é o seu primeiro nome? Foi você que me chamou pelo primeiro nome, então eu tenho esse direito.

– Não, não me importo.

– Pode falar, então. Você precisa de mim?

– Preciso que você aprenda a sobreviver.

Aquela voz era grave, calma e urgente, mas parecia bêbada; talvez bêbada de tanto saber, ou de tanta severidade.

– Há uma grande guerra começando, Alina. Preciso que você se prepare, e prepare as pessoas para a guerra. Isso é urgente e necessário. Não tenho como garantir que volto a falar com você , mas preciso que você entenda que a guerra está para cair sobre todos nós; e muito rápido.

“H´–f”, fungou ela.

Alina parou para pensar, um pouco.

– Eu posso aprender aquele esporte de bombeiros, Ni... Eles andam pelas cidades e em cima das construções; e estocar comida,... Sei lá! Eu,...

– Perfeito! Mas tome cuidado.

– Eu... não sei me defender...

– Você tem de tomar cuidado com quem você vai falar sobre isso, pois só uns poucos vão te entender. Ainda assim, você precisa ajudar as pessoas a se preparar para a guerra. Está me entendendo, Alina?

– (fungou, e respirou fundo),... Sim, Ni.

– Então, até a próxima – e a voz dele, junto da sua presença, foi-se na noite, deixando a garota de apenas 19 anos de idade totalmente abalada. Ela havia se envolvido com algum ser sobrenatural; e sabe disso.

O mundo inteiro sabe, mas ninguém fala.

Muitos estão ainda medindo as palavras, mas as organizações secretas de todo o mundo aos poucos vão saindo do seu buraco.

Alina olha para a lua, lá no alto; e sente em seu coração a responsabilidade de saber que a guerra está para começar. As luzes da rua piscam. O vento tem a coragem de lhe lembrar: este não é um lugar para ficar olhando a lua e esquecer de viver, agora que ela teve uma segunda chance; e ela se apressa.

Por medo de ver as pessoas morrerem, seus olhos se enchem de lágrimas, assim que tranca a porta; ela não consegue evitar e chora.

Algum tempo depois ela se lembra de que precisa ligar o computador, mas sabe, em seu coração, que o que ouviu deve ser verdade, pois Ni a salvou. Ela com toda certeza poderia ter morrido ali mesmo.

E esta foi a última vez que Alina chorou.

"De repente, Bei Nacht se torna uma cena em que há um cadáver sobre uma cama: todos os dentes foram arrancados, o peito e a barriga abertos, mas não há sangue. Há uma mulher de pé: "Isso vai vazar, Schleider", comenta o seu superior, um oficial de terno cinza; mas a oficial, uma loira germânica que parece jovem demais para ser policial, lhe responde: "Talvez não haja outra opção a não ser deixar a população saber". O chefe ergue as sobrancelhas e sai".

Ni se recosta à poltrona, em sua corporação. A visão dessa oficial parece ser importante, mas não indica ação direta de outro Jogador.

Seu computador – que ele mesmo programou, com ciência que a raça da Terra ainda não tem conhecimento – lhe dá um aviso polarizado: "Identifiquei a primeira ação: a entidade da Morte, Arcano XIII, me parece ter agido numa outra linha do tempo, mas nenhuma ação em cadeia foi identificada"; Ni ergue as sobrancelhas, ou melhor, sua forma humana o faz. A holografia deste mundo não se compara nem de longe à dos símios, mas está evoluindo. Ele sorri.

– Maravilhooso! – e Ni volta ao seu transe, com mais um gole.

A encosta é íngreme. Acostumada a andar pelos Andes, Juanita brinca com seus amigos, na caravana que segue desde Quito. Pablo a está deixando exausta, pois não para de atravessar entre llamas e entre os adultos, que praguejam sobre ele desejando que ele morra. Claro que não querem. É só uma maneira de falar que o menino está fazendo uma coisa errada; aliás, muito errada!

Seguindo Pablo, Juanita chega à beirada.

Seu pé escorrega em uma pedra, ela desequilibra e cai.

De repente, uma mão invisível a segura e endireita, colocando-a de novo na pequena trilha, em pé. A menina fica de boca aberta.

Bem lentamente, ela se vira.

– ¿Quê?

– Você precisa viver – ela ouve.

Seus olhos se enchem de lágrimas.

– ¿Quem és tu? – chora.

– Eu me chamo Ni.

– ¿Tu és un angelo? Me salvaste.

– Nãão,... Não sou um anjo, tá? Você precisa viver. Ouça. Há uma grande guerra que está para começar – a menina ouve, chorando.

– ¿Quê?

– Preciso de você. Aliás, todos vão precisar. Será uma guerra sangrenta, e muitas pessoas vão morrer. Compreende? Você precisa sobreviver, aprender a guiar as pessoas pelas montanhas. Haverá poucos lugares onde o inimigo não irá conseguir chegar; e este é um lugar que eles não vão, no começo; mas, se não for possível enfrentar o inimigo, vocês todos precisam se preparar.

Ela fungou, e parou de chorar.

Passou a mão no nariz, e depois no rosto.

– Boa sorte, Juana.

Depois disso, ainda foi possível ouvir Juanita gritando.

– ¡Pablo! – e o álcool acabou.

Eu parei de beber. Estou surtando. Não consigo parar. Acredito que fui um pouco longe demais; imagino ver a sombra sobre minha pessoa. A marca, que A Ceifadora enxerga – A Verdadeira Morte. A marca, palavra que urge o destino, um dia, sobre todos os vivos. Não há mais o que dizer. Vejo a guerra, mas não vejo o inimigo. Sei o que Temonozor, o Grande líder dos Infernos, me disse, mas a cortina se abre, à frente, como um buraco no tempo. Não posso parar. Devo me preparar para esse futuro. Ver. Decifrar esse enigma, na missão que agora só eu posso realizar e da qual todos dependem; a cronologia sem sentido.

Sinto, mais uma vez, a presença da Ceifadora. Há uma garota, de uns doze anos, que chora no canto. Ela tem uma amiga ao lado, e eu sinto quase vertigem tentando reconhecer o ambiente; ela deve ser uma bruxa.

"O aglomerado sudeste: vá para Béalae; você consegue. Acredite que você e sua família devem ir; sua Magia irá tornar isso realidade" – Sugerir é melhor que mandar, principalmente quando se trata de pessoas de poder; e o único lugar onde ela vai sobreviver é entre os bruxos. A Nação Mágica é quase um tipo de ativo, mas o Conselho que os rege tem muito poder; isso impede que algum Jogador os controle – não importa – em breve, O Senhor dos Sonhos vai ver que alguém está enviando missão a pessoas comuns em todo o mundo.

E essa será a hora em que A Ceifadora irá me procurar.

Vou atrás da pessoa marcada: desta vez um homem que deveria morrer no exato momento em que a caixa pesada do depósito caísse sobre sua cabeça, mas um empurrão forte o tira do lugar; novamente me confunde com um anjo ou entidade da sua religião – "Incrível! Não, Edgar. Sou um embaixador alienígena e exilado em seu mundo; e acredite: vocês humanos são muito supersticiosos e eu não sou uma entidade divina! Nem nada disso. Você precisa se preparar".

Explico todas as necessidades da guerra, novamente.

Devo ter feito isso já umas cinquenta vezes nos últimos dias; e agora estou meio cansado, porque não consigo ver o porquê: "Sumiu! Só sumiu",...

No aglomerado sul, onde era antes a África do Sul, consegui salvar um carro com imigrantes mexicanos. No superaglomerado indiano, foram muitos; alguns me chamavam de asura; seja lá o que isso signifique! Um casal de ingleses viajando de férias pelos cantões chineses, uma russa em Barcelona, uma menina alemã em Sampa, um velho que escorregaria no banheiro e até mesmo uma pessoa que dormiu ao volante, nas vias aéreas sobre Londres. Perdi a conta. Não sei mais quantas pessoas foram. Tenho também ouvintes cinco d-jays; um deles já questionou se eu vou precisar de composições, até; e se disponibilizou.

Ainda assim, quem vai me salvar, eu não sei.

Os dias se passam rosa, pêssego, celeste e verde, estrelas brilham toda vez que tento tomar o controle e os paraluzes parecem querer levar a minha alma para sempre; eu mesmo já senti a Ceifadora, agora. Tudo turvo. E sei além disso que há um mês eu deveria ter parado. Talvez, nem começado. O computador me olha com um olhar de acusação? Não sei, mas o estoque de bebida vai acabar e eu vou precisar contrabandear um pouco mais; já comecei, então,...

Tudo isso se confunde! Não imagino o inimigo.

Estou preso no labirinto que os Jogadores vivem, por não ter outra opção do que fazer, nem de como fazer.

Na baixada europeia, antiga Dinamarca, um argelino dormiu no sofá mas acordou com meus socos. No início, ele achou que era o demônio e gritou; então fui empurrando ele de volta à sua cozinha, onde ele havia deixado o gás aberto; e aquilo poderia matar não só ele como todos naquele lugar. Sem palavras, eles se preparam.

A Interface também não tem a resposta.

Todas as pessoas estão vivendo como se nada houvesse acontecido; e eu estou aqui, esperando o que as entidades vão decidir.

Nem Temonozor teria poder para tanto! O Inimigo não tem forma, não tem rosto e também não é humano – tenho certeza!

Aquele maldito daquele imortal também não tem poder, mas não dá pra confiar nele, depois do Efeito Mellanium – os imortais voltaram magos contra magos, bruxas contra bruxas, monges e manifestadores contra si mesmos; as diferenças de todos os grupos se tornou óbvia – e creio que só agora o mundo tem a chance de se livrar do Sangue da Noite, o que será um alívio.

Apesar disso, a informação mais importante se refere a que a organização secreta Teocracia está, há três mil anos, por trás da Oculta.

O nome da organização também é sugestivo.

Não há como eles se esconderem mais: 2213 não é mais o mundo deles; e eu estarei aqui para comprovar que seu fim é parte da solução, não do problema, como dizia meu mestre do Clã Estudioso – Refúgio, saudoso refúgio.

O tempo se esvai como areia e eu alternado de lugar, ativo por ativo. Sinto A Morte a me procurar, tentando olhar nos meus olhos; e fujo. Me escondo, aporto a consciência. Entro na mente de alguma pessoa aleatória, suja. Todas as pessoas têm segredos; e entrar na mente delas muitas vezes é ser invadido por sujeira: medo, ganância, rancor. Tudo de ruim delas se destaca! – mas eu fujo de novo. Até quanto vou esperar? Será que a ajuda, que eu já contava com ela, vai me escapar? A Morte irá me encontrar? Separar de uma vez por todas a minha essência do corpo? E eu me acreditei Herói,... Ah, minha esperança,... Hora de parar: a missão foi dada – e me vejo sair do transe, bem a tempo.

A Ceifadora já ronda Berlin-kapital procurando a voz.

O escritório tem um ventilador de teto, que roda lentamente, móveis bem macios, de aço e couro marrom; um aquário, ao lado da janela.

– A reunião com o historiador do museu é em dez minutos, Ni – diz a mesa de holografia à sua frente; ele se levanta, para guardar a pequena garrafinha que contém a única bebida que lhe dá saudade, nesse mundo.

– Obrigado, Leolá – e ele se prepara.


FIM.

Mas, continua,...


Glossário

Asura: no oriente, tipo de meio anjo meio demônio.

Autsch: Ai! – em alemão.

Bei Nacht: À noite, ou De noite – em alemão.

Bruder: Irmão – em alemão.

Geist: em alemão, "Geist" – diferente de "alma" – representa uma entidade distinta de "você" – fantasma ou assombração.

Oculta: uma série de Eventos milenares.

Panzerbier: cerveja com altíssimo teor alcoólico.

Prizrak: Fantasma – em uma língua eslava.

Scheisse: Merda – em alemão.

Schön: gíria para "Legal", equivale ao atual "Cool" do inglês.

Temonozor: A palavra "Demônio" deriva do nome dele – e o Senhor Ni parece acreditar que o demônio não teria poder para ser o responsável.

Teocracia: Ordos (Facção).

Obrigado por ler.