Sob a Aurora dos Paraluzes

De Enigma
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Silêncio sob Os Paraluzes -- Capítulo Doze -- Sol Cajueiro

Um livro de Future Pop Adventure -- Estágio -- O Grande Jogo

Nota: Todos os Direitos reservados.

Este Capítulo foi publicado no dia 30 de Janeiro de 2019.

Dedicatória

À minha filha, minha motivação; aos meus pais, irmãos, de sangue e de caminho; aos amigos, de coração, a quem sempre deu o apoio, em corpo, mente e espírito, e está agora digno de minha eterna gratidão.

–– Obrigado.

Cap 12 – Sob a Aurora dos Paraluzes

"O tempo é um fator essencial para que todas as coisas no universo entrem em sintonia, mas há coisas que nem mesmo os velhos ousam relembrar. Dor, sofrimento e desespero. A vida às vezes é amarga, e ao se lembrar o velho se torna um pouco mais agoniado. Erros do passado muitas vezes voltam para assombrar aqueles que abusam de tentar a sorte contra a natureza, contra o destino. Mas há quem queira enfrentar o universo. Há. Apenas aqueles que não se abstém podem adquirir o sucesso. Mesmo que para isso seja necessário o mal. Mesmo que para alcançar o bem de difícil acesso seja necessária a dor, na inútil ilusão de um dia purificar-se do sangue derramado como o herói que não és.

Há castigo que não encontra o crime, qual punição. A hora natural da sua sentença lhe observa, mago".

–– O Senhor dos Sonhos.

Aglomerado Central – Berlin-kapital, 7 de Janeiro, 2172.

Ao pousarem em Berlin-kapital, Aklaus e Exxina vão diretamente para onde está o Controle. Um andar inteiro de um edifício foi reservado; mas o que a missão é, ninguém explicou. Eles são jovens. Ainda com seus dezesseis anos, não falta vontade de provar à Teocracia o seu valor. Tudo o que os magos, soldados e inquisidores já fizeram os levou até isso: A Academia, no aglomerado central europeu, na cidade que, em segredo, oculta entre suas edificações acadêmicas, um sem número de magos, soldados e outros agentes, servos comuns.

O chamado veio de Gogol Gulanta, o mais novo padrinho; e também de um comandante da Tática, Septimius – eles já conhecem o mago, que é da família mais poderosa do leste europeu e rege o Danúbio. Aklaus é recebido com seu comunicador e a ordem para ir para campo, imediatamente. Exxina, selecionada para cuidar dos oráculos. Fica surpresa de ter sido escolhida pelos pequenos para servir de suporte a Gogol Iehel Gulanta, que lhe manda cuidar do garoto.

A infestação começa a partir dos planos e, então, criaturas medonhas estão em combate com divisões da Tática – e magos, como auxiliares.

Aqui e ali, criaturas ameaçam entrar em Berlin-kapital; e eles sabem que devem impedir isso.

Ninguém pode perceber a sua presença.

Aklaus está na área central da cidade, quando ouve: – "Aklaus, um bruxo vai passar de carro onde você está. Mantenha-se oculto".

Ele olha para a banca de jornais, e pega o de hoje. Então, se encosta contra a parede do edifício, de frente para a rua.

O bruxo desce do carro e vai até a banca, mas Aklaus ouve a outra que está com ele; ela tem duas tatuagens em ideogramas atrás de cada orelha.

– Abbel, não gosto disso. Nós não devíamos envolver os comuns.

Eles falam bra, a língua do aglomerado sudeste. O que eles não sabem é que Aklaus é treinado como linguísta, para entender e decifrar várias línguas, coisa muito necessária desde que os comuns começaram a criar línguas; e então, há muito se pode ouvir nas ruas alguém falando em sua língua particular.

– Você fez essa tatuagem para se lembrar, o tempo todo. Eu já te disse, não temos como viver sem os comuns – o velho é obviamente bruxo e está com seus cem anos – Dar o primeiro passo,... Só sei que eles serão envolvidos, pelo que diz a Profecia; não sei se vamos ter escolha, nem se vamos ter o controle.

– Você acha mesmo que vamos encontrar o Acronos aqui?

– Eu,... acho,... que você fala demais – ele olha para os lados, e Aklaus limpa sua mente – Amiga, não sabemos se há um mago por aqui; e eles nos caçam há tanto tempo exatamente por isso: nós não temos juramento de silêncio.

– Ah!, perdão – a voz dela demonstra que ela é descuidada.

– Eles não são os verdadeiros áfilos – Aklaus vê que eles usam palavras de origem grega, "acronos" significa "fora do tempo", e "áfilo", inimigo – A não ser que sejam eles que estejam por trás da aplegia. Mas não sabemos. Temos de nos apressar e encontrar esse comum,... Ou esperar; o que é pior.

Eles ficam em silêncio, um tempo. O velho paga pela comida e os dois se sentam na mesa que há ao lado da banca; o velho pensa, antes de falar:

– Nosso ethnikos – diz o velho bruxo – precisa de nós. Ainda não sabemos o que "festa" quer dizer,... Nem "agapimenos", nem por que esse comum foi citado na profecia. Nossa sorte é termos essa parte da Profecia,... Kalai não irá permitir ninguém saber o que ele tem; e se nós falharmos aqui, eu vou ter de aceitar o pedido da Capela,... uma hora ou outra. Nossa missão não é só salvar a nossa Nação. O que tenho certeza é que, se nós bruxos falharmos, o mundo está condenado. Nós não vamos ter um futuro; nem os magos! Mas é claro, eles são idiotas o bastante para lutar contra os únicos que já perceberam que A Mãe das Guerras se aproxima, e a humanidade pode simplesmente deixar de existir,... Nós precisamos dos comuns; e desse,... tal herói... fora do tempo.

– Pelo que eu entendi ele nem existe...

– Sim – diz o velho – Não existe em nosso tempo,... Temos de encontrar o passado dele; ou então, esperar anos e anos, até que as Profecias digam alguma coisa sobre O Jogo,... e salvar a Escolhida,... Isso, se não houver um Corruptor,...

– Eu confio em você! Você me tirou da rua! Kalai, quero dizer, a Capela fez o convite formal... Você vai aceitar? O Fim do Mundo,... começa aqui?

– Sempre há esperança, amiga,... Não é isso que diz, aí? – ele aponta para as orelhas da bruxa, uma jovem; não parece ser a companheira dele.

Os bruxos ficam em silêncio por bastante tempo, comendo; depois, eles olham ao redor, ainda sem identificar que o mago lhes observa.

– O que quer dizer "Jogadora"? – ela pergunta.

– Você não ouviu as suas palavras, aquele dia; eu preciso garantir que você esteja perto de mim. Tudo que sabemos é que a escolhida irá decidir o destino de toda a humanidade; e então, herdar a Morte,... não sei o que é isso.

Eles terminam de comer e se levantam. Aklaus esvazia a mente, apenas por precaução; e decide pensar sobre isso. Não falar com seus superiores, bem, pode ser considerado traição, mas,... ele sabe: informação falsa é pior.

Tudo que ouviu,... – "Como assim "Jogo"?", ele pensa, vendo que os bruxos já foram embora; eles são muito descuidados. Bem, talvez não seja o dia de sorte desses bruxos, mas é o dele. Aklaus é um mago; e especialista em línguas.

Ele devolve o jornal, voltando ao trabalho.

À mesa, um mago. A comida à sua mesa, servida pela maga escolhida pelos jovens servos oráculos; por ele próprio.

Seu servo, de repente, lhe dá o relatório.

– Os bruxos foram embora – diz ele – Estou sentindo muitas visões, vindo todas de uma vez.

– O que é, Viktor?

– Não sei – os olhos do garoto, lâmpadas alienígenas: negros. Exxina não pode dizer isso, ela sabe, mas é incômodo.

A maga vê, pela janela, os tons mudarem de verdes para cinzentos, e deles para azuis; a praga está próxima.

– Quem é o mago que você viu dar com os bruxos?

– Ele se chama Aklaus Hefaístos Éjjelég.

O padrinho examina a maga; ela identifica o olhar dele, como o de uma verdadeira águia, símbolo dos líderes da Teocracia.

Sem conseguir evitar, ela abre a boca.

Exxina, apesar de jovem, sabe que não tem permissão para falar, a não ser que o padrinho lhe ordene.

– Ele é seu primo. Não é isso, Exxina?

– É, Padrinho – ela elimina as emoções, limpando sua mente, mas sabe que seus sentimentos de amizade por Aklaus podem lhe trair.

– Profeta, me ligue com Aklaus Éjjelég.

– Sim? – diz o jovem mago, ao atender a ligação.

– Seu relatório – ordena o padrinho.

– Os bruxos foram embora.

– Só isso? – alguma coisa na voz do padrinho dizia que ele iria convocar um inquisidor na próxima sentença, muito claramente.

– Eles eram bra, mas falavam várias palavras em grego, Padrinho – Gogol, ao fazer uma pausa, analisa tudo de uma vez só.

– Prossiga com as suas ordens – e espera.

– Sim, Ser – foi possível ouvir a resposta, clara.

De repente, o pequeno Viktor começa a tremer, e Gogol se levanta. Ele já conjura seu cajado, preparado para qualquer coisa.

– O que é, Viktor? – o vidente tem a dor estampada no rosto.

– Eu vejo um santo, ele está... no fim do século dezenove; e está olhando para dentro de mim.

– Bloqueie ele! – ordena o mago.

– Estou tentando, mas é... muito poder...

– O que ele diz? Qual é o nome desse santo? – Gogol sabe que nenhuma mensagem de um santo será boa.

– São Tod,... mas,... ele diz: "Há um traidor entre vocês" – o mago se volta para Exxina, e depois de volta para o pequeno profeta.

– Quem é o traidor?

Então, uma aura translúcida envolve o garoto, com seus onze anos, e ele se contorce, tentando focar a vista.

– Não sei.

– Como assim, não sabe? Você é obrigado a me dizer – ele aumenta a voz, claramente nervoso.

– Estou com medo: acho que vou morrer!

A maga engole em seco, ante o aspecto do rosto dele. Ele tem o olhar feroz e ela sabe que isso está saindo de controle.

– Não diga, nunca, a ninguém, sobre isso.

– O quê? – ela decide perguntar.

– Abrace-o: ele precisa de uma mulher – ela aperta os olhos, com nojo da situação, e balança a cabeça.

– Gogol, eu sou uma nobre! – a jovem vê o ódio no rosto dele – A minha família é tão antiga quanto a su-,...

– É uma ordem!! – grita o mago.

Exxina engole, quase engasga.

Assim, a jovem abraça o pequeno Viktor, e começa a ver tudo o que ele está vendo: uma grande guerra, pessoas morrendo; dor, sofrimento e desespero – o que, sendo arcanista, ela entende – o inferno sobre a terra. Viktor começa a dizer o que ele vê, enquanto a maga sufoca o vômito.

– É uma Janela, Padrinho. Isso é de outro mundo,... Isso é de um futuro que eu não posso ver.

– Veja!! – ordena Gogol – Olhe além da Janela, e me conte tudo. Isso é uma ordem, e você é obrigado a me dizer o que vê!

O grito faz o segurança entrar, e ele vê os olhos negros do vidente, a dor tamanha que se espalha pelo seu rosto.

– Feche a porta, Garlmagog. Agora. E tranque.

– Ele! – grita o pequeno profeta.

Na mesma hora Gogol ergue o seu cajado, para não dar chance ao traidor de lhe entender.

– Não, tio! – grita Viktor; o mago para – Ele... Ele vai vencer O Último Inimigo. Ele... Garlmagog Gulanta irá por fim à nossa guerra,... Tio, eu estou com frio,... muito frio... está tudo se enchendo de Trevas,...

– Exxina, abrace-o! – ordena o mago – E não me desobedeça!

– Gogol, – ela diz – ele vai morrer...

– Ponha-se no seu lugar, maga! Faça o que eu mando! – ela sente chegar a série de calafrios terríveis, em meio às visões de Viktor.

Não entende,... Porque ele está dividindo as visões com ela?

Ela abraça o pequeno profeta, e vê o fim do mundo. Ela sabe. Exxina aperta o braço do vidente, para ele saber que não pode falar; e ele entende.

Ao verem o motivo da traição, ambos decidem se calar.

A jovem maga vê: sobre Berlin, uma nuvem monstruosa com as formas de aberrações – O Fim do Mundo; e assiste o garoto fazer a escolha.

– Você,... – ele diz – vai,... salvar,... o mundo.

Nesse momento, lágrimas de sangue caem de seus olhos. O mago foi pego de surpresa; e sem saber se é verdade, ou não, ele passa a mão no rosto.

– Você quebrou o contrato!? Você merece morrer.

Viktor dá seu último suspiro, funga, seus olhos voltam ao normal, e ao seu lado, a jovem maga Exxina sente que está marcada – para sempre.

– Gogol,... – ela murmura, sem emoções.

– Solte-o – ordena Gogol – Deixe-o onde está.

Agora, o jovem padrinho anda de um lado para o outro, enquanto pensa o que deve fazer com essas informações tão preciosas.

– Eu vou... matar... O Último Inimigo?...

– Eu proíbo vocês dois de falar isso a qualquer pessoa. Vou usar a energia da morte de Viktor para lhes obrigar – Gogol pode fazer isso, ela sabe.

– Gogol, – ela fecha a expressão – eu já estou marcada, e você sabe o que você fez comigo. Você me fez ver A Morte, e A Ceifadora pode me levar, à hora que ela quiser. Não vê o que acaba de fazer? Você me amaldiçoou.

– Não ouse me questionar! – vocifera o mago, louco – Você vai fazer esse rito de Obrigação, ou você morre, aqui. Agora?

A insinuação acalmou a jovem e ela abaixa a cabeça, percebendo que ele não lhe perguntou o que ela viu; pode ser a única chance,...

Ele começa o Ritual.

A porta se abriu. Por ela entra o comandante. Ele para, observando essa cena, no mínimo estranha: o garoto, morto no chão. À mesa, o mago, comendo sem se preocupar com ter perdido seu melhor homem, o trunfo que todos os tão temerosos Padrinhos tanto fazem para manter; sua garantia de que não vão ser pegos de surpresa, enquanto dormem, pelos seus inimigos.

– O que aconteceu aqui, Gogol?

– Ele quebrou o contrato – o mago não tem emoção na voz, mas deixa bem claro o desprazer de ter confiado em alguém assim.

O comandante balança a cabeça, em compreensão.

– Preciso de um especialista – ele diz.

– Em quê, Septimius? – o soldado faz uma pausa, e claramente não gostou de o mago ter usado seu primeiro nome.

– Línguas.

– Éjjelég – diz o mago, que teve de parar de comer para falar – Fale com Aklaus Hefaístos Éjjelég, Comandante Toft.

Toft fica parado um instante, depois se vira para ir embora. Ao mesmo tempo, ele fala com seu computador.

– Profeta, me ligue com o especialista, agora – Gogol observa Garlmagog se levantar e ir fechar a porta.

Assim que Aklaus recebeu a ligação direta do comandante da Operação, a primeira coisa que pensou foi – "Tem algo errado",...

O transporte da Tática acaba de chegar à Normandia e o linguísta desce em meio ao barulho surdo das hélices de tóptero. Está anoitecendo. Seria melhor se houvesse vindo de dia, se esse é realmente o centro do Evento; isso, se ele for até o centro do problema – pior, "se sobreviver a isso", ele pensa.

Duas horas depois, a equipe de elite da Tática e o especialista chegam a um tipo de plano, mas nenhum deles é especialista em planologia; o que eles veem é mais importante, sim: é o centro de todo o evento. Criaturas. Todos os animais que entram em contato com aquilo se tornam aberrações.

A energia é um líquido azul anil, brotando de lugares inesperados.

Não há mais tempo a perder; isso deve acabar agora.

– Eisenturm, comandante – repete ele, convicto – A substância é um tipo de líquido azul, parece ser a maldição; e tenho certeza que é o centro do Evento.

– A Torre de Ferro,... – traduz o comandante Septimius Toft, sem emoção; e dá a ordem a seguir – É possível construir uma barreira? Ela será o bastante para acabar com a maldição que emana desse lugar? Que comece a construção! Mas eu mesmo vou selecionar quais serão os soldados a fazer isso.

– Sim, Ser Toft – Aklaus responde – Aguardamos o seu comando. Devo lhe dizer que será um trabalho difícil, Comandante.

Todos reunidos, esperando a notícia. Gogol descobriu que deixar o seu melhor homem morrer lhe dá a exata sensação de que o traidor vai aparecer do nada; e lhe atacar pelas costas. Ninguém deixou de notar. Ele está uma pilha de nervos, mas ninguém pode lhe culpar; afinal, o garoto quebrou o contrato e o sangue de seus olhos prova isso. Ele está preocupado, sim, mas é: Com quem ele deve se preocupar? Não sabe; o maldito Viktor não disse! Agora, ele precisa de uma oportunidade, para ser necessário mais uma vez aos religiosos, pois só assim irá conseguir mais um servo vidente; e a porta se abre.

A sala tem mais de setenta pessoas, a maioria com um garoto ou, muito raramente uma garota, a lhes dizer tudo o que seja perguntado.

Septimius entra, para e se adianta para todos ouvirem.

– Missão cumprida – e vários são os que o aplaudem, mas Gogol sentiu o "porém" no tom de voz – Agora... – todos pararam, aos poucos. Não foi de uma vez só, mas de repente, o silêncio se fez ameaça – Agora, vou precisar de alguns voluntários; e a Tática vai garantir o retorno, se houver sucesso.

– Do que consiste a missão, Toft?

– Bem, Gogol...

Depois de passarem cinco dias gelados enfiados naquele lugar, era de se esperar que a moral estivesse baixa.

– Tem certeza, Aklaus?

– Sim, Gogol – responde o jovem mago – Você sabe toda a linhagem desse Inimigo; e eu tenho certeza de que você mesmo vai querer terminar isso.

O mago para e pensa: eles só erraram uma vez e até hoje a Ordos sofre a ameaça de perder o controle por aquilo; "Santo maldito!",...

– Othinus... – Gogol respira fundo – Você decifrou a maldição? Tudo o que ela diz? Qual é o gatilho? Não podemos errar; e você sabe disso.

Visto que o jovem mago concordou com um aceno de cabeça, Gogol dá uma última olhada para a Torre, de dentro, em dúvida. Ainda há uns restos de aberrações, aqui e ali, em pedaços. O tempo se fecha lá fora, mas a névoa do Esquecimento nunca deixa a luz do dia entrar. Ele olha para o obelisco, decidido, e começa a entalhar nome após nome com seu cajado.

"Dois Inimigos",... conclui, feliz.

(Fim do Cap 12)


Aguarde o Capítulo Treze, em breve.

E obrigado por ler.