Obrigado pela Missão

De Enigma
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Mahou no Kami -- Capítulo Três -- Sol Cajueiro

Um livro de Future Pop Adventure -- Estágio -- O Enigma das Origa

Nota: Todos os Direitos reservados (Sol Cajueiro).

Este texto foi publicado em 5 de Dezembro de 2020.

Dedicatória

À minha filha, minha motivação; aos meus pais, irmãos, de sangue e de caminho; aos amigos, de coração, a quem sempre deu apoio, em corpo, mente e espírito, e está agora digno de minha eterna gratidão.

Obrigado.

Cap 3 – Obrigado pela Missão

– Somos sete, no total – diz a jovem.

Athýmas estava descansando, em casa, quando ouviu uma voz dizendo a ele que era uma princesa, e que precisava conversar.

– Mas, com você, somos oito.

– O que você quer fazer? – diz o jovem, do alto dos seus quinze anos, mesmo que ele tenha um espírito muito, mas muito mais velho.

– Nós já decidimos o que queremos fazer: uma história, para que as princesas sejam lembradas para sempre – revela ela.

– Que interessante,... Sabe que gostei de vocês – e ela sabe, como um passe de mágica – Isso é um desejo tão simples.

Assim sendo, Athýmas recebeu o contato de sete princesas, que diziam que ele, em sua forma Akkia, era a oitava princesa do grupo, e tudo o que elas tinham em mente era criar uma história! Podiam querer tanta coisa!,...

– Mas precisamos nos reunir,... – diz a princesa – Estamos planejando, só que dependemos de nossas famílias, para decidir isso.

– Isso é com vocês – ele diz, tentando não interferir; mas acaba que não tem jeito, mesmo – Vocês precisam saber que eu não vou mudar de onde estou, porque estamos fundando uma Escola de Magia; e eu sou estudante – ele achou estranho a definição de si mesmo, mas não queria revelar mais que isso a elas.

– Isso é sério?! Mas isso é maravilhoso!,...

Ele conseguiu prever: o mundo iria passar por uma série de mudanças, que incluía as princesas e, sendo uma, em sua outra forma, ele não tinha como escapar de ser envolvido, ou ela não tinha, segundo o gênero de sua forma Akkia.

Mas havia uma sombra que não deixava ele ver.

– Não consigo ver o que vai acontecer – revela ele, calmo, mas tenso.

– Você consegue ver o futuro?! – quer saber a princesa.

– Em geral, sim; mas, dessa vez, existe um problema que eu não consigo ver e que provavelmente é o verdadeiro motivo de vocês. Eu preciso me arrumar; você se importa? Eu tenho que ir ver a minha m-,... a Diretora da Escola.

– Pode se arrumar! Não se preocupe comigo.

Athýmas começou a se arrumar.

– Vai a um encontro? Você tem namorada? Todo mundo sabe que o povo bra é quente,... – ela começou; ele não estava acostumado.

– Vou encontrar o Deus da Magia.

– Que legal! E vocês vão conversar sobre o que, Athýmas? Sabe que somos um grupo que deve continuar em segredo, né.

– Ele é de confiança; mas, acho que vou manter vocês em segredo, por algum tempo. Você é que veio me dizendo que sabia que eu era uma princesa, na minha forma feminina; como vou saber que você vai manter meus segredos?

– E você não gostou da idéia de ter um harem? Eu vou falar com as outras, a respeito de mudar,... Agora, tenho de ir.

– Espere! – ele raciocina rápido – Não chame Athýmas de princesa, esse é o meu nome! O meu nome de princesa é Akkia.

– Mais alguma coisa? – quis saber.

– Sim, tem – ele escolhe as palavras – Como é que você aprendeu essa língua, que eu sei que não é a sua língua nativa? Isso me interessa.

– Eu sou da Alemanha, mas morei em Portugal, quando era pequena; daí, eu me interessei por português do Brasil, muito mais sonoro.

– Sua resposta foi boa o bastante – ele termina.

– Bom,... então, até semana que vem.

– Até – e a princesa desfez a ligação, deixando Athýmas com um monte de pensamentos sérios; sorte que vai encontrar Rayki, e não sua mãe.

Dez minutos depois, ele chega no encontro.

A churrascaria fica em frente à livraria Doppelgangger, que vende lívros sobre línguas, a preferida dele, em uma rua lateral da praça.

Esta praça, na verdade, faz dois anos, tem um sussurro de uma voz poderosa, que Tarja explicou, uma vez, informação de Asha, que é a voz de um Deus; ele não deixa a praça, e parece na verdade que ele nasceu ali, e ali existe.

Asha havia dito que ele é Jurupari, O Deus dessse lugar.

– Rayki, boa noite. Desculpa o atraso.

– Dois minutos de atraso,... e você, está pedindo desculpas?! Isso não é um atraso; quer dizer, depende. Quem é a garota? – e Rayki riu.

– Uma princesa da Europa. Mas deixa isso baixo,... Não tenho nada a ver com ela, bom, pelo menos por enquanto; vou ter que esperar.

– Que coisa boa! Não preocupa, não vou atrapalhar.

– Nem pense nisso; elas são muito importantes.

– Elas? – Rayki duvidou, mas sabe que Athýmas tem muita coisa pra pensar, e que não iria se envolver com qualquer pessoa – Vai me explicar?

– Não posso, mas... Você sabe que eu tenho forma feminina, e também sabe que eu estou recriando essa língua que tem o meu nome.

– Sei, Akkia, não é isso? Porque você está fazendo isso? Não pode inspirar um mortal a fazer isso? Seria muito mais interessante, porque vocês mesmos que me disseram que: "A escolha é dos mortais", não é isso mesmo?

– Vivi três mil e setecentos anos como mortal, no mundo que você proibiu a magia de viagem no tempo, lembra?

– Não! Não me peça para mudar isso, por favor, porque só vamos ter mais problemas, do que você imagina; é isso que eu sei.

– Está bem, vou pensar – Athýmas se acomoda. Inspirar um mortal,... Não ter o controle sobre o que a língua vai se tornar,... Ele iria precisar de uma pessoa muito dedicada, porque a confusão que a língua Akkia é, tal como foi criada por ele, em sua forma de Ifar, e Tarja, era um código,... Ele poderia falar com Tempus,... Isso, se a mãe não o impedisse de fazer isso,... Mas, Tarja não é mais mortal,...

– Muita coisa pra se pensar, não é isso?

– Exatamente – Athýmas bebe a sua cerveja, depois de bater de leve o copo no copo de Rayki, deixando as revelações fluírem em sua mente.

– Vai ficar nesse mundo, mesmo? Porque?

– Enquanto eu desapareci, Toth agora é o líder – começa ele – Eu agora sei o que é ser mortal, de novo, depois de mais tempo que você imagina, Rayki; mas, não consegui fazer o que eu queria: o Ujat morreu. Eu me tornei um escriba, como um outro qualquer, e isso, sem citar as outras encarnações.

– Não sei o que é isso,... – Rayki se incomoda.

– Quer mesmo saber? Bom, eu posso te dizer o que é: Ujat é o nome do Olho que Tudo Vê, mas você não é egípcio, não sabe o que é isso, na verdade.

– Engano seu,... Tem Egito em Akkoya, e eu sei o básico.

– Me perdoe assumir que você não sabe, só pela sua idade; mas é que, agora estou vendo uma nuvem de tempestade. Ela borra minha visão. Eu, antigamente, só precisava de um desejo, se quisesse saber o futuro. Não é mais assim que as coisas acontecem, e tem alguém com muito poder bruto me impedindo de ver.

– Dizendo isso, no mundo mais complicado da galáxia,...

– Sei disso,... Você me inspirou – Athýmas revela – Eu devia mesmo escolher um mortal, ou uma mortal, e adotar como discípulo, ou discípula. Esta pessoa, sem dúvida, iria tornar a língua muito mais verdadeira, do que fazer uma língua como um código divino,... egípcio,... e então, eu poderia orientar, como Toth fez, tantas vezes no passado, e eu achava que podia fazer o que eu quisesse.

Rayki não respondeu, tinha seus próprios problemas.

– Achava, mesmo – ele continua – E podia! E posso; mas agora eu me lembro de quando era jovem, o quanto uma pequena grande realização era importante, e não posso mais me esquecer disso! O que você me diz?

Rayki é só solução! – brinca o Deus da Magia – Eu não sei, sério. Não estou há tanto tempo nisso, mas acho que você devia mesmo deixar que um mortal crie a sua língua; e mais, você pode ajudar essa pessoa, falou em tomar ele ou ela como um discípulo-a; isso é muito importante, valoriza sua integridade.

– Você também? Tempus já me enxeu dessa teoria. Ele para, percebendo que isso é uma informação fora do tempo.

– Não é só uma teoria, AthýmasRayki explica, toma fôlego, e continua essa explicação – O Grande Jogo existe; e eu sou um Jogador, antes de ser um Deus, ou você já se esqueceu, de que Jogadores podem fazer quase qualquer coisa, mais do que um Deus? Só temos de pensar nas consequências,...

Tarja já me explicou tudo isso, várias vezes! E disse que Akkoya tem um dos únicos treinamentos para Jogadores que existe, nessa galáxia. Porque estou com a sensação de que estamos "fora do tempo"? Existe uma encruzilhada, estamos nela,...

– Que tipo de pessoa você está procurando? É muito importante, você saber o que está procurando, e eu vejo que você está estudando Magia: sua energia está diferente, a cada dia. É Tarja, que está fazendo isso com você? Bom, ela tem motivo para te ensinar, mas me assombra que você não tenha simplesmente aprendido as teorias todas, de uma vez! Enfim, você pode fazer isso,...

– Poder, é uma coisa; entender o processo, é outra. E é por isso que Toth me superou, ainda que eu possa retomar a liderança, a hora que eu quiser.

– Tem certeza, que vai fazer isso? Eu mesmo, tive de aprender as teorias mais complexas, todas de uma vez,... A Magia me ensinou; sou grato.

– Você sabe que foi ao saber que Ela estava neste mundo, que eu escolhi a ação de voltar no tempo, para saber o porquê este mundo é importante?

– Bom, eu posso te explicar porque Arda é importante. Arda é o mundo que foi separado do metaplano de Mu, pela primeira Moai.

– E o que isso quer dizer? – Athýmas evita mais uma vez.

Não quer mais usar o poder de simplesmente saber, coisa que o definia antes, mas que agora, sendo Athýmas, ele quer experimentar. Experiência é tudo, quando se fala de aprender magia.

– Arda é o décimo terceiro mundo, o Mundo do Amor. Isso é o que é, mesmo, o décimo terceiro elemento – isso parecia realmente importante.

– E como foi que você descobriu isso? – quis saber.

– Não foi com poder de Deus, não! Eu questionei isso na Academia do meu mundo, e eles estudaram um monte de informações, até chegar nessa resposta, que eu mesmo, inicialmente, não achava que era a resposta certa. Mas é! Você sabe da visita do Arquétipo a esse mundo! O Filho, ele nasce e volta aqui.

– São mitologias diferentes, é o que eu digo.

– Preconceito seu, Athýmas! Deus, não é Deus Único, coisa nenhuma, e você sabe disso, muito bem. E então, na verdade, quem é Deus?

– Ele é o Deus da Criação: é ele que cria – Athýmas revela – E eu acho que nós estamos fazendo revelações demais, para um mesmo dia,...

– Vai escolher um mortal, e dar a missão a ele?

Athýmas para e pensa, e extende o tempo de sua mente, para relaxar dessa conversa; e é, como se passasse umas duas horas, entre a pergunta, e a resposta, a qual foi respondida sem deixar o assunto morrer.

– Vou escolher um narrador – Athýmas começa a procurar – Você já viu, esse tal jogo que inventaram? Um mestre, e vou inspirar ele.

– Interessante, isso – Rayki se impressiona – Mas porque? Você acha que vai inspirar ele a criar um jogo, também? Daí, são duas missões,...

– São,... duas missões,... mas, não vejo outro jeito,...

Athýmas deixou o tempo fluir, ouvindo a voz de Tempus: – "Estou sabendo da sua decisão; mas agora, só posso agir uma vez".

– Muito obrigado pela cerveja – diz, indicando que a conversa acabou, e que ele vai embora – Agora, fica perigoso, enfim, tenho quinze anos,... Seria muiro ruim, se a juizado aparecesse aqui; iríamos ter de fazer magia,.. Você sabe,... Eu ainda não me acostumei a essas limitações mortais, mas acho que Toth está me dando umas aulas de como ele faz,... Isso, e eu preciso ir encontrar minha mãe.

– Mande um abraço a Tarja, por mim.

– Não preocupa, mando sim – e Athýmas se levantou, deixando a conta para Rayki pagar, mas para, um segundo, para pensar.

Ele é jovem, mas tem mais lembranças do que dá pra contar, e acaba de se lembrar de que Rayki está em sua primeira viajem.

– E a construção, como vai indo? – conseguiu.

Rayki repara que Athýmas tem de se concentrar muito, para dizer algumas das coisas mais simples, e ele sabe que Tarja também está passando por isso.

– Próxima reunião, minha casa: você traz a bebida – e Athýmas deixou Rayki saber como ele faz para saber o que vai acontecer depois.

Não é uma coisa fácil, e na verdade depende de um poder, que psiónicos em geral possuem: – "Isso se chama Presciência, Rayki", ele ouve a voz de Athýmas, que não move a boca para dizer: – "Você me inspirou; te devo uma".

– Te devo uma – ele diz – Sim, levo a bebida.

Tarja Tsuki é uma bruxa e, além disso, também é fundadora e diretora de uma Escola muito especial – A Escola do Grande Jogo, no Brasil. Também é chamada de Alendéria, o Território da Lenda.

Isto é, uma Escola de Magia, fundada há dois anos.

Agora ela é pequena, mas acontece que Tarja também passou por um tipo de transformação muito importante, isso não faz mais de um mês.

Ela ficou erguida por uma energia meio transparente, alaranjada, que manteve suas revelações sob controle, e Rayki, seu amigo, e também um Jogador, tal como ela mesma, se manteve ao lado da cama, para lhe proteger.

Assim foi que Tarja Tsuki se tornou uma Deusa, e a ela foi revelado que existe a necessidade de criação de escolas, em praticamente todos os lugares.

Ela organiza a mesa da diretoria, em sua barraca.

Bom, uma vez que a Escola ainda está sendo construída, os oitenta alunos e também os professores estão vivendo em barracas de acampamento; mas agora, a sua Escola vai conseguir ter um castelo – presente de um amante, com quem ela teve uma filha, no mundo de Akkoya – o transplante de castelo funcionou.

Tarja? – ela ouve a voz, que ela bem conhece, agora.

– Entre, Athýmas – e ele entra, com cuidado – Você realmente não quer assumir a forma de Ifar, não é mesmo? Posso saber por quê?

Athýmas entrou, e notou que já foi recebido com perguntas; ele se lembra de ter ficado na barraca da diretoria, como Ifar, mas Ifar toma as memórias dele, como quem diz, que "Isso é meu! Você vai ter suas próprias memórias".

Ifar ficou escondida, como sendo eu, por quinze anos, Tarja; e também, eu não consigo chamar você de mãe, apesar de saber que é verdade.

Tarja parou, tentando pensar no porquê da visita.

– Não tem problema, Athýmas. Só queria saber se minha filha está bem, pois eu estava acostumada a ver Ifar, quero dizer, você,... aqui, estudando; e o livro que Toth te deu está agora devolvido a você; isso tudo é muito estranho! Só tenho como dizer que estou tentando me acostumar a ser o que eu sou, mas que não é uma coisa muito fácil de se fazer,... Como é que você faz? Quero dizer,... Como é que se separa a nossa vida divina da nossa vida mortal, mais fácil?

– Eu também estou descobrindo muitas coisas, Tarja – ele se senta, a pedido dela, com um gesto – Eh, obrigado. Mas, eu trago notícias.

Ela sentiu que a temperatura da pele dele se modificou; "Então, esse era o seu objetivo; vamos ver", pensa ela, mas não diz nada de importante.

– Escolhi um bruxo como discípulo – ele resume – Então, eu iluminei ele para que ele conseguisse criar a nossa língua, Akkia; Tempus me ajudou. Ele começou a ciração de língua há dezesseis anos, fez a primeira versão oficial no ano passado, e agora, me enviou a gramática; e, olha,... ficou linda! – ele sorri.

– E como é que vamos ensinar essa língua? Quero dizer, quem quer que se prontifique a aprender, porque você,... Como assim, iluminou alguém?

– Você também pode fazer isso, Tarja – ele explica, mas tem quinze anos, e a paciência não é muito longa – Posso te fazer aprender.

– Não! – ela interrompe – Calma, não. Eu tenho cinco bilhões de anos, minha idade total, o que significa que não sou mais tão jovem assim, Athýmas; mas, ainda assim, não vejo de uma maneira tão boa assim a Magia divina.

– Porque? Qual é o problema? – ele se assombra.

– "Aqui é Asha" – eles ouvem, no ar – "Estou observando vocês. Consegui que o nosso governo reconhecesse a história de vocês, e com ela, ficou revelado que o nosso tempo, quero dizer, o século vinte e três não existe".

Athýmas parou, assustado com a interferência. Tarja percebeu, e riu dele, um ancião no corpo de um garoto, é o que ela reconhece.

– Não se preocupe, Athýmas; ela é uma observadora temporal do futuro, e você está tendo reações "mortais" com muita frequência. Eu odeio essa palavra, que parece que nós somos superiores, eu preciso de uma nova palavra.

– Mas, o criador da língua já nos deu isso! – ele sorri.

– E qual é a palavra para isso, que ele escolheu? Você não vai me dizer que ele criou tudo da língua,... Era só um código, entre nós.

– Eu inspirei ele,... Bom, não é mais. Aqui está a gramática – ele tira um livro da mochila – e aqui,.. está o dicionário. Preciso passar para o grimório,...

Athýmas coloca os dois livros sobre a mesa.

Assim que ele faz isso, Tarja sente que ele vai fazer uma revelação; não é tão ruim, ter percepções fora do tempo e do espaço, isso é até bom.

– O mundo está para mudar, Tarja – começa Athýmas, sério – O contato está sendo mantido em sigilo pelos governos do mundo todo, mas a verdade mesmo é que o contato já foi feito; a diplomacia já está se adaptando a essa condição, de ter a certeza de que estamos sendo observados, e de que existe vida em muitos outros lugares, entende, Tarja – ele pausa, e continua – Eles disseram que iriam vir me ver de novo, porque eu sou o ser mais velho deste mundo.

– Imagino que seja, mesmo – Tarja absorve o assunto – E porque você está me dizendo tudo isso? O que é que eu tenho a ver com isso?

– Acho que vamos ter uma revelação,... em breve.

– E é ruim? Quero dizer, para você estar me avisando disso, deve ter alguma coisa que eu possa fazer – sugeriu ela, esperando que tenha.

– Quem é essa, que está nos observando? – quis saber.

Asha el Sauza, uma jovem bruxa do futuro; e parece que eles descobriram como observar outros tempos – mas foi interrompida.

– "Saudações, Athýmas. Como vai você?" – diz Asha – "Na verdade, Tarja, os nossos estudos confirmaram que não estamos no futuro".

– H'n,... – Tarja raspa a garganta – E quando é que é o seu tempo? Estava me acostumando a ter um observador do futuro,...

– "Estamos no início do século dezenove, e não no início do século vinte e três como pensávamos que estávamos. Vocês dois é que nos revelaram isso".

– Nós? – Athýmas coça a nuca – Como assim, nós?

– "Observamos algumas coisas que vocês dois viveram, e concluímos que o contato foi feito; mas isso não só não mudou em nada nosso tempo, como também, se o contato foi feito, isso deveria ser de conhecimento da Academia do futuro, que é o nosso governo, e não é; ou seja, nós estamos no passado. Também fizemos um estudo sobre as estrelas, comprovando que estão na posição de quatrocentos anos antes".

– Tem mais alguma informação sobre esse tempo?

– "Nossa Mãe, que pergunta genérica!", disse ela.

Athýmas riu, mas decidiu deixar a pergunta no ar, para que Asha lhes desse a resposta que queiram, o mais detalhada possível, – "Agora!".

– "Tenho a dizer, que nosso tempo pode ser uma prisão temporal; estamos nos esforçando para identificar os responsáveis, e resolver o problema! Eu preciso saber o que vocês sabem sobre Corruptores,... Isso é importante".

– O dicionário tem essa palavra! "Geddeg",... – Athýmas se exalta – O que é que foi que esse discípulo fez? Ele previu que iríamos precisar disso,...

– "Talvez, ele seja um vidente",... Asha revela, com muita calma.

– E é! – Athýmas se concentra no criador de línguas – Ele criou um tipo de Teoria, que ele chama de Teoria das Forças. Ele fez isso para um Jogo, que ele está criando, um tipo de narrativa coletiva, e não tinha me contado! Mas, eu vou estudar isso, agora que você está me revelando que isso é importante.

– Porque você está nos perguntando isso?

– "Olha, Tarja",... Asha continua – "Eu consegui trazer um Corruptor de volta da Corrupção, e conseguimos estudar um deles, quando estava em coma".

– Já li a Teoria – diz Athýmas – É muito bom, isso! Nós damos o nome a eles de "Geddeg", um Corruptor; mas significa "inimigo", na verdade,.. Hmmmh,... me parece que significa "Corruptor" na língua deles,... é, é isso.

– "Como assim, você já leu?", ela se surpreende.

– Quem foi que revelou a vocês, isso? – ele insiste.

– "São revelações feitas nos últimos um milhão e meio de anos, pelos vampiros, e um vampiro em especial, fez a maior parte delas; Tempus, é o nome dele".

– Conheço,... Você nos deu uma missão; não vou esquecer – Athýmas ouve a voz de Tempus, dizendo: "Já sei, vamos fazer isso acontecer" – Exatamente! E você, Asha, conseguiu fazer o impossível?! Quando é que isso aconteceu?

– "Não tenho como explicar isso a vocês", ela diz, mas retoma o assunto logo que diz isso – "Quer dizer, que vocês não sabiam disso?", diz sua voz, mas dessa vez estava carregada de dúvidas, que não tinha como dividir.

– Não, Asha – revela Tarja – E não sabíamos que vocês estavam em um tipo de prisão,... Faça de tudo para destruir essa prisão; é o que eu digo.

– "Isso quer dizer que todos os que estão na prisão vão morrer, Tarja; isso é o que significa destruir a prisão", e Tarja murmurou um: – Entendi,... – "Precisamos ter a certeza de que vamos sobreviver; pelo ao menos, nosso grupo, que estamos agora tentando resolver isso. E todos os que salvemos, precisamos saber quem é que vai sobreviver, acho que Aella vai, ela é poderosa demais",...

Aella? Nunca ouvi falar – é o que Tarja revela.

– "Isso só nos diz que vocês estão vivendo em outra linha do tempo, não é só um outro tempo. Vocês deveriam conhecer ela, entende".

– Muito obrigado pela missão – diz Athýmas, interessado – Tempus já me disse que vamos fazer isso; não sabemos como ajudar vocês, além disso, Asha, mas pode acreditar que, se alguém tem poder para criar uma prisão temporal, esse alguém é o nosso principal inimigo! Vamos fazer a nossa parte; acredite.

– "Obrigado", diz Asha, se despedindo – "Agora, vou parar a comunicação, e nos falamos depois. Até mais" – e a sensação de observação acaba, mas deixa um Athýmas impressionado, e: agora, com uma missão.

Tarja passa a mão sobre os livros, muito pensativa, deixando Athýmas fazer o que ele parece mais interessado: ele quer saber o que ela pensa, saber o que essa língua, que deriva dos nove anos de exílio, realmente é, estudar, praticar e falar com ela nessa língua; e ele mesmo percebe, quer que ela seja sua mãe, que cuide dele, como fez com Ifar, mas seu pai adotivo não sai da sua cabeça.

O Senhor Bitter não sabe nada sobre como ensinar Athýmas, porque ele na verdade é mago, e sua mãe adotiva é jovem, além de não saber magia.

Tarja, eu tenho um pedido a fazer – diz ele, enfim. Ela gesticula, dizer para ele continuar; e, ele revela – Quero estudar nessa Escola.

– Que coisa boa, Athýmas,... – ela se sente feliz – O que foi que fez com que você quisesse isso? Quero dizer, Ifar era estudante; por quê você não?

– Eu sinto que o mundo está para se modificar, totalmente. Por favor, estude estes dois livros! Vamos tornar Akkia a língua da Nação da Magia?

Tarja para, um segundo, para pensar; ela conclui, que isso seria o melhor dos presentes que Ifar poderia lhe dar, afinal, Athýmas se revela. Ele é mesmo filho dela, pensa a bruxa, os laços não podem ser desfeitos pelo conhecimento do Divino, e o tempo urge, são cinco milhões de membros nessa sua Nação. Isso, por causa das garotas que foram libertadas, e das bênçãos que ela mesma está dando a todos os bruxos, para que eles descubram quem são, eles precisam disso.

– Essa é sua melhor idéia, Athýmas! Vamos, sim – e abriram os dois livros, para começar a estudar.

(Fim do Cap 3)