Amadeu (Story Essay)

De Enigma
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Este é o Ensaio (Story Essay) sobre Amadeu.

Amadeu fugiu para a América do Sul, e trocou de nome, quando descobriu que era um psiónico. Sem explicações, ele simplesmente mudou de vida quando toda a sua família morreu em uma explosão psiónica por sua causa.

Seja bem-vinda(o) a este Ensaio.

Nota: Todos os direitos reservados (Sol Cajueiro).

Aqui vamos tratar do caso de Amadeu le Beau, um psiónico de origem franka (francês), e interpretado por Pedro Soja, entre mais ou menos os anos de 2001 a 2005-6, quando Sol Cajueiro decidiu "tirar" a Terra da ambientação; o jogador se manifestou contra e ficou com raiva do ato; anos depois, fez-se as pazes, quando a Terra veio ao centro das questões no universo ficcional, e Soja comemorou.

A história de Amadeu é bastante trágica.

Neste Ensaio, vou explicar alguns detalhes que podem ser úteis a Mestres de qualquer jogo.

O jogador (Pedro Soja) criou o personagem sem saber ainda como seria o universo ficcional em que ele iria atuar, mas elogiou muito o Tipo que escolheu; até hoje o jogador elogia a presença de psiónicos neste universo.

Vindo de um trauma familiar, ele se identificou rapidamente com uma personagem que tinha também trauma deste tipo. O que ele não imaginava, e foi a evolução da história que levou a isso, era que ao se apaixonar pela personagem (acho incrível usar de artifícios emocionais e psicológicos na trama), ele estava se envolvendo diretamente na trama do vilão, ou seja, ela.

Depois de libertar o filho dela de uma prisão metamágica, ela começou a treinar o garoto; o menino cresceu da aparência de 12 anos até a de adulto em apenas cinco meses de história (dentro do jogo), e eles se tornaram amigos.

O personagem foi adotado por outro jogador, Beef, que lhe deu vida a partir da prisão.

O Ensaio sobre este personagem deve demorar, mas será compartilhado.

Enfim, Amadeu vivia o tempo inteiro resolvendo problemas, principalmente de outros amigos e jogadores. Sua vida era confusa, cheia de problemas; mas os problemas não eram seus.

Amadeu fez amizade com um raro Avatar, e este lhe deu um presente: uma pequena garrafinha de hidromel que nunca acabava.

Assim, e como jogávamos sempre na casa do jogador, depois de todos irem embora, continuávamos jogando. Isso rendeu situações memoráveis. Mas, ao mesmo tempo, o personagem foi sofrendo pressão de todos os lados. Resolvendo problemas que, um dia, percebeu que não eram seus. Note que o jogador elogia demais até hoje a ambientação. Sol Cajueiro sempre deu ênfase a interpretação de personagem oposto ao excesso de testes comuns a um grande número de jogos, e Amadeu começou a beber por escolha do jogador.

Aqui, note que a interpretação dada pelo jogador foi discutida, pensada.

Amadeu se tornou um alcoólatra, ao longo das sessões. Um dia, obsecado por se tornar poderoso o bastante para se proteger, pois não era membro de nenhum grupo com influência mundial, ele encontrou uma pessoa possuída por um demônio. O demônio lhe deu a informação sobre uma alquimista que conseguia reproduzir qualquer tipo de bebida e, enquanto o grupo tentava "salvar" a pessoa, ele estava no canto sem fazer nada (aparentemente, digo). Assim que pode, ele foi procurar Althea com uma idéia que o deixou milhonário.

A personagem foi interpretada por uma jogadora, Marília, que jogou por algumas sessões.

O Ensaio sobre esta personagem deve demorar, mas será compartilhado.

Mas Amadeu nunca se importou com dinheiro.

A trama levava a crer que sua amada era a antagonista; e Amadeu ignorou, simplesmente. Até que ela matou um de seus amigos. Depois, outro. Mais um teve de se sacrificar para que ela não retornasse dos mortos, mas mesmo assim ela conseguiu. Assim, o jogador elogiava a personagem como uma das mais representativas de histórias que ele já havia jogado; e Amadeu se afundava na bebida, cada vez mais, mas agora tinha um carro esporte amarelo, uma mansão e um apartamento de luxo, entre outros bens; ainda infeliz, ele decidiu adotar.

Não se importava com a corrupção de pagar para adiantar os processos, e seu amigo (filho da antagonista, personagem de jogador) o procurou porque precisava de dinheiro para um projeto grandioso; ele financiou.

Ele continuava obsecado por se tornar poderoso, mas para se defender; e conseguiu.

Se tornando rico, ele se tornou um alvo; se tornando poderoso, ele ofendeu os poderosos.

Amadeu agora tinha família, e não se importava mais em resolver problemas dos outros e, por causa disso, foi se afastando cada vez mais dos grupos com quem tinha contato; ele encontrou a antagonista, e ela o matou. Apesar disso, o Avatar que ele fez amizade o trouxe de volta. O dia em que a antagonista morreu, ele tomou um porre enorme, mas sua filha adotiva observava isso tudo sem entender o que acontecia. Ele a protegeu do conhecimento de quem era quem no mundo das pessoas como ele mesmo.

Talvez, um personagem sofrendo tantos traumas pudesse se tornar insensível; mas a experiência neste Ensaio serve como referência para se pensar que não, ele apenas abandonou as pessoas que continuaram a viver a confusão de resolver problemas todos os dias, se aposentou.

Amadeu não viveu feliz para sempre; mas esta é outra história.

Ele continuou alcoólatra, e sua morte merece outro Ensaio.

A contribuição da existência de Amadeu para a ambientação foi enorme, e ajudou a entender a Cosmologia melhor que antes; e a Mitologia que permite a um Avatar realizar ações épicas como ressuscitar alguém, além do esquema de Planologia que melhorou muito.

Segue, então, a conclusão deste Story Essay (Ensaio) sobre Amadeu le Beau.

Diversas das ações do personagem foram discutidas fora do jogo, e a maioria das ações rendeu informações importantes para a evolução da ambientação, ou seja, uma vez que a interpretação foi relevante para o universo ficcional, a idéia foi encontrar o que o jogador queria jogar. O prelúdio do personagem, a morte de sua família em uma explosão psiónica quando ele perdeu o controle, o guiou. O tempo todo, o jogador citava fora de jogo o trauma e muitas vezes enfrentar problemas, ainda mais porque eles não eram seus, era uma fuga. Ele encontrou paz quando formou família. E se tornou parte da ambientação, porque outros personagens criados depois dessa história ouviam falar dele; e os jogadores também. Tempos depois, tomando um café com um jogador e ainda pensando em Amadeu, concluímos então o seguinte.

Os jogadores devem saber "como" o seu personagem afetou o mundo, suas decisões devem ser relevantes; e a dica que damos é, depois do final da história, reunir o grupo e cada um contar o seu ponto de vista para, depois, o Mestre concluir com as consequências da existência dos personagens no mundo.

Enfim, Amadeu morreu, em 2013, assassinado de uma forma estranha.

Isso dá mais uma história, não?

Aguarde mais informações.

Elas serão registradas e, então, publicadas.

Obrigado por ler.