A Vida em Preto e Branco

De Enigma
Ir para: navegação, pesquisa

O Outro Nome do Medo -- Capítulo Dois -- Sol Cajueiro

Um livro de Future Pop Adventure -- Estágio -- O Grande Jogo

Nota: Todos os Direitos reservados (Sol Cajueiro).

Este texto foi publicado em 13 de Agosto de 2020.

Vá para -- Enigma: Silêncio sob Os Paraluzes -- para ver o Livro Um.

Vá paraEnigma: O Outro Nome do Medo – para ver o Índice.

Dedicatória

À minha filha, minha motivação; aos meus pais, irmãos, de sangue e de caminho; aos amigos, de coração, a quem sempre deu apoio, em corpo, mente e espírito, e está agora digno de minha eterna gratidão.

Obrigado.

Cap 2 -- A Vida em Preto e Branco

– Eu não tenho segredos com Nina, Asal.

"Impressionante", pensa Asha, "Asal percebeu quem é o Tomi".

– Ah, Tomi é muito menos perigoso para nós do que você pensa, Mestre, e você sabe mais do que diz. Estou esperando – e ficou, de pé, em frente à porta da Sala Oval de Alma Attenta, onde o professor encarregado de proteger a capela de corrupção deve ficar; desde que se tornou professor, Asal Gusa ocupa a sala e fica observando equipamentos esquisitos, que trocam informações muito importantes ida e volta com equipamentos que os outros professores usam.

– Está bem – diz Asal – Entrem, você e ela. Não tenho como evitar que o Tomi faça parte dessa nossa reunião; eu percebi quem ele é.

Nina e Tomi, por motivos absolutamente opostos, ficaram impressionados com os objetos que viam, e foram se sentar nos sofás de reunião.

– Isso é o que você vinha fazendo, e não podia contar?

– Exatamente, Nina – diz Tomi – A Mesa não funciona sem mim, ao menos uma garantia de que vou ficar sabendo das coisas. Sabe como é?

Este círculo de sofás de encaixe só é usado em reuniões. Eles se amontoam e se tornam um único móvel de canto, cor de chumbo.

– Está pronto, Gusa – era a voz projetada na sala, a voz era de de Duket, o professor de Defesa; Defesa contra a Corrupção, na verdade.

– Droide Mestre, – disse colocando a mão ao lado da boca – precisamos de proteção extra, este equipamento é importantíssimo. Duket, você vai aportar o superleitor diretamente para o meio do círculo de sofás, daqui a vinte segundos, porque preciso ocultar a mesa de centro; mesa, recolher.

A mesa se mesclou com o chão, e apareceu o superleitor. Asha não estava mais com olheiras, mas sabe o que quer – "Esta é a oportunidade certa".

Asal Gusa foi até uma estante e surgiu um cofre que, aberto, dele o bruxo tirou vinte e dois elivros – o equivalente a uma biblioteca particular inteira – e os colocou, ou melhor, encaixou perfeitamente no superleitor. A porta se abriu, e por ela passou Tamara Souta Toromago, a Diretora, acompanhada de Najka, vampira que ajuda no treinamento e dá aulas de Nekron na capela, a língua sagrada dos imortais, que escolhe se você vai aprender ou não, e vieram se sentar.

– Onde está Elliot, Gusa?

– Na sala ao lado onde verificamos os mapas. Ele está obsecado por esses mapas, e diz que nenhum deles mostra o que ele vê em suas visões.

Elliot Akael Gulanta entrou, muito sério.

– Boa noite – disse; dois dias depois do xadrez.

– Boa noite – Asha não ia deixar a oportunidade de falar qualquer coisa de bom, quando o mundo está ameaçado,... por,... pela,... seu objetivo.

– Você quer fazer uma pergunta.

– Dessa vez você errou, eu quero apenas ler.

– Akael acertou, Sauza – disse Toromago – Há mais um aluno que não está aqui ainda, mas você exigiu que ele estivesse. Só você não quer perguntar.

– Ele acaba de chegar – diz Elliot.

A porta avisa quem está do outro lado, apresentando a imagem inteira da pessoa, em movimento e tempo real; ele parece solene e preocupado.

A porta se abriu e Pylyp entrou.

– Boa noite, Diretora, Professor Gulanta e Professor Gusa, minhas colegas e o calouro nota Z, ainda não sei porque estou aqui – e parou.

– Não deu boa noite a Najka, Pylyp.

– Você devia saber que um político espera um caçador falar primeiro, mas você não é uma política, Asha; então, tudo bem. Boa noite, caçadora.

– Sentem-se todos – pediu Gusa.

– Não, Pylyp; você se senta ao lado de Najka – disse Elliot – Diretora, Asha deve se sentar ao seu lado.

Todos fazendo expressões de não entendimento, ocuparam o lugar que foi indicado.

A reação foi imediata.

– Ikkomi! – Pylyp reagiu ao símbolo que apareceu.

– Este é o símbolo de uma pessoa que existiu. Ele responde várias questões do vidente; ele é os elivros. O que quer dizer com "Ikkomi"? – Elliot estranha.

– Você precisa nos explicar, Pylyp.

– Veja bem, Diretora Toromago, que não é por falta de vontade, mas isso é muito, e talvez eu não possa me aprofundar no assunto.

– Sabia – Asha riu – Sabia que você não iria dizer.

– Eu preciso saber como entrar em contato com Ikkomi, Pylyp – Elliot tinha os olhos exigentes – Todo político sabe a hora de dizer o necessário.

– Ele é um Jogador – Pylyp balançou a cabeça – Tenha a certeza de que ele já está observando esta reunião, ao mesmo tempo em que ela acontece, e não conheço nenhuma maneira de evitar isso. Está bem, o nome comum dele não é um nome tão comum, e se chama Tarja. Um dos fundadores da Nação da Magia, e ele vive na virada do século vinte e um, em Bealae.

– Encontramos o que procurávamos, Asal.

– Ainda não, Elliot – Asal olha para Najka, sério – Hitu?

– Este é o nome que eu devo procurar, mas parece que ele morreu e que ao mesmo tempo está vivo nestes diários-grimórios.

Asha olhou para Pylyp Pavel – O que você não pode dizer?

– Tarja, ou Esel, é o nome de Ikkomi, um Jogador – todos prestam atenção e os grimórios começam a mostrar a sua reunião – A Teoria do Jogador é um tipo de religião, só que não, em que somos personagens, mas há jogadores e algumas pessoas chegam a um estágio superior, o de Grande Jogador. Ikkomi, quero dizer, Tarja foi uma pessoa de poder quando os conceitos pessoa comum e pessoa de poder eram só uma teoria, ainda que as Ordos conhecessem as expressões.

– Ele pode falar conosco através dos grimórios?

– Se você se tornar um "ativo" dele, claro – Pylyp conclui.

– Eu conheço a teoria, Gusa – Tamara se manifesta – Está ligada ao que tem o nome de embaixadas e dão o nome de Ter5ka ao nosso mundo.

– É O Grande Jogo que mantém a luta contra a Corrupção acontecendo e mantém os outros mundos "ediche" protegidos dos alienígenas astrais, parecidos com os gray, kaijin, mas astrais; isso é mesmo importante. Sei. Sei alguma coisa sobre isso, e me foi revelado tudo de uma vez, no jogo de xadrez em que Asha e eu nos enfrentamos e ela ganhou. Mas é confuso. Eu estou com uma outra língua inteira na cabeça, Akkia, que significa essecial ou básico, mas também Magia, só que não é Imah, como vocês estão acostumados. São palavras de poder. Como é que nós vamos separar os textos em Profecias? Precisamos de um guia.

– Você está coberto de razão, Gulanta – conclui Pylyp.

– É, mas eu acabei de descobrir isso – ele olhou para Najka – Vai mesmo procurar por uma pessoa que já morreu? Ikkomi já morreu.

Os grimórios mudaram de cor, e ficaram amarronzados.

– Ainda não, Akael – era um voz grave – Ikkomi é o meu nome de Jogador tal como vocês estão discutindo, e sua reunião é de meu interesse.

– O que devemos fazer, em sua opinião? – questiona Elliot.

– Excelente pergunta – surge a imagem de um encapuçado, dando um trago em um cigarro – Você, comece com uma pergunta.

Najka nem pensou – O que são? Os dróides invisíveis de combate.

– Excelente pergunta, eles são isso mesmo. Eles não são infalíveis e você já provou isso. Elliot voltou do estado Corruptor; então, Jogador? O que Asha deve fazer é enfrentar a Morte, mas talvez Najka também. Najka precisa encontrar uma pessoa chamada Frederico Beji, então, prazer em conhecê-la. Vamos ter longas conversas, se Gusa entender que precisa ser mais que um guerreiro. Ser professor vai lhe ajudar a entender a teoria que eu ainda não entendi e que será criada por Akael Gulanta, em breve – se entender o que é O Grande Jogo. Os monges da Intervenção Tottemica estão preparados para lidar com os labirintos que levam para fora dos caminhos que levam aos mundos Ter que também participam da Aliança Ter; não vai haver problema com alienígenas astrais. Há embaixadores e amigos lutando por essa causa. Geshe, ele conseguiu o que queria? Está claro que foi feito pacto e uma maldição, e alguém da escola está amaldiçoado.

Ikkomi fez uma pausa, olhando sob o capuz para Elliot. Há uma sombra a qual impede de ver o rosto de Ikkomi, como se fosse um tecido de telinha.

– 17 dias em coma, e então Elliot voltou e, de repente, ele não era mais um Corruptor, o que deixou todos os mundos do quadrante interessadíssimos nisso.

– Mas o que você prevê que pode acontecer, de fato?

– Eu não vejo nada, Asha – e acendeu mais um cigarro – Eu interpreto a alma do vidente que era meu ativo e a alma dele está nestes grimórios, ou seja, o que os grimórios deixam claro é que os magos vão ganhar e uma magocracia é instalada em Ter5ka, a Terra, mas há formas de mudar isso, de evitar isso.

– Como eu evito isso? – Asha notou o incômodo de Nina e Tomi, ali ao seu lado, como observadores inativos.

– Existe uma série de assassinatos acontecendo – disse Ikkomi, calmo – Seu inimigo é este assassino, Asha. Ao mesmo tempo, consegui entender que existe uma série de profecias, que a Nação da Magia tem e, se considerar o que dá pra entender, você terá de sobreviver à morte e você já fez isso. Digo, ao menos uma vez, você fez isso. Você resistiu à Voz, o maior poder de um Corruptor e, também, ficou ao lado da cama todos os dias; e você venceu! Mas você deve entender que envolveu os seus amigos Nina e Hieronimus nisso tudo, sem volta.

– Existe alguma coisa sã a se fazer? – questiona Tamara.

– Se você não se tornar um ativo, será um ótimo Jogador. Somente se tudo mudar, a magocracia irá perder; porque,... eles já ganharam.

– Você morreu no século vinte e um?

– Morrer é um ponto de vista simplista sobre as dimensões existenciais em que nós podemos existir, Tomi. Mas, sim, aquele meu corpo morreu.

– Eu decifrei como funciona a Sala Secreta da Escola do Grande Jogo, e por isso eu vou conseguir fazer o que eu quero: criar novas salas de segredos e escolas.

– Oh, caralho! – Ikkomi elevou a voz – Estamos todos revelando o que nós realmente queremos. Nossos desejos verdadeiros? Que doido!

– O que você pode me dizer sobre isso? – Gusa pergunta, Asha sorri.

– O tempo de conexão não é infinito, Gusa. Vou ter de responder esta e será a última resposta. A Escola do Grande Jogo foi criada enquanto eu ainda era vivo, como vocês dizem. O mundo em que vocês vivem não tem absolutamente nada a ver com o que a Nação planejava para o futuro. O que eu sei é que eles haviam descoberto uma maneira de treinamento que tornaria, ao invés de dez por cento de pessoas que não são pessoas comuns, as técnicas aumentariam isso para mais ou menos cinquenta por cento, mas esqueçam a sociedade que vocês, e também os outros mundos Ter da nossa Aliança conhecem. Seria tudo diferente.

– Ou seja, a sociedade vai morrer, de um jeito ou de outro.

– Não posso mais responder, Asha. Mantenha contato com seu mestre, e Ikkomi irá encontrar Dlaíomh e Sar mais algumas vezes. Boa sorte.

De repente, a imagem encapuçada deu lugar a poesias explicando tudo o que a reunião representou, mas nem todos tentaram ler.

Apenas Najka não tirou os olhos das poesias.

Eram poesias de alguém que quer a sobrevivência do mundo, e todos se levantaram, exceto Najka. Najka ficou lá, estudando mais uma vez.

Ainda bem que a caligrafia era bonita, Nina pensa.

"Você encontrou", diz a voz de Koh, feliz; mas, "Não há como ter certeza se este é o mortal que ela procura", diz o mais velho Muska, "Você precisa ter muita certeza da presença" – "Eu tenho", medita Najka com as suas vozes, exatamente o que os anciões vetalla não sabem evitar, "Frederico está vivo. Só não consigo é saber onde ele está", ela suspira – "Ele pode ser a reencarnação de um Jogador, a teoria eu já ouvi falar, só não sabia que era assim", sugere Koh; "Se isso for verdade, nós podemos estar errados e o tempo ser mesmo linear; mas não é, então preciso usar seu sangue para obrigar Pylyp a dizer o que ele mesmo é ou fez", diz Aei, e houve um murmúrio das cinco vozes, "Esta feito", diz Valar.

– Se não se importam, eu fico muito feliz de ter servido de ativo para que um dos Jogadores mais misteriosos da história da Aliança Ediche tivesse uma conversa cheia de sinceridade e importância, mas tenho de ir.

– Eu também prefiro ir para as aulas, Pylyp – concorda Tomi.

– Vou ajudar você, Asha – Nina se posiciona.

– Sar, a partir de hoje, vamos ter de nos encontrar para discutir A Escola do Grande Jogo e estas teorias que vão tornar a sociedade oculta uma sociedade pública, e eu vou ajudar você a vencer a Morte, quantas vezes for necessário.

– Obrigada, Dlíam – Asha se levanta.

A Diretora Tamara Souta Toromago se levanta, pousa a mão sobre o ombro de Gusa e se dirige à saída da Sala de Defesa de Alma Attenta.

Ela leva o futuro político e o artífice em treinamento com ela.

Tomi puxa Nina e sussurra: "Se quiser, estou nas Oficinas".

Fim de primeira reunião.

Reunidos, Asha observa Dlaíomh, ou Dlíam, nome de iniciado de seu mestre, Asal Gusa, e Elliot e Najka a se preparar para fazer interpretações dessas poesias, e ela.

A pequena percebeu que não foi mandada embora, nem teve de fazer um esforço para ficar.

– Nina, você cuida de Tomi e de Pylyp – disse Asha – Pylyp saber de que existem Jogadores e ainda se dizer honrado de servir foi demais pra mim.

– Eu quero ficar, e te ajudar a vencer A Morte.

– Asha já disse que não tem nada a esconder de você, Donzel – Asal lhe dá um voto de conficança – Mas lutar contra a Corrupção é difícil.

– Nina, fique em silêncio e depois nós conversamos.

Asha se acostuma, e se repensa, rapidamente.

– Najka, aqui – Elliot aponta – "Aquela que vai matar o Inimigo se encontra com a estrela, nome do nome que ela vai carregar no futuro".

– Najka, esse é o jovem que você precisa encontrar? Eu senti o tempo todo a sua tensão, enquanto ele falava,... parecia um sonho, mas entre você e ele.

– Por isso mesmo, Asha. As poesias dizem que é isso. Que eu vou chegar ao estágio de vampiro clássico sob total controle, por causa de uma pessoa com o nome da estrela, mas não sei. Só se eu sentir o cheiro do sangue dele, e este o tal Jogador que conversamos viveu no século vinte e vinte e um. Se eu encontrar, agora já sei com que tipo de pessoa vou lidar. A volta ao manual. Meninos jogam, meninas brincam. Não gosto tanto disso, mas acredito que será assim.

– "A Primeira Escola observada, cabelos brancos sem barba, a outra ponta do covil de Trevor", – Asal deu um pulo, e veio ler –

– Aonde está? Aonde está? ", onde o livro que ninguém tem a coragem de ler se esconde". Tem mais uma! "O livro deve aceitar seu nome destino, a missão foi cumprida, lá aonde é buraco". Tem a ver? O que você acha?

O silêncio se fez, e todos percebiam a excitação de Asal.

– Nos deixe interpretar primeiro, Asal – pediu Najka.

– Eu acho que você está coberto de razão, Asal – Asha começa – Não é de hoje que eu estudo e amor verdadeiro está acima de todas as coisas.

– Vou mandar construir uma mesa de observação pra você, Asha, enquanto eu, Najka e Elliot vamos procurar esse Covil. E vamos encontrar! O que vem mais, depois desse trecho? Tem mais citações a pessoas? Foquem nisso.

– "Assim que os casais estiverem todos definidos, o fogo que não queima irá se instalar em cada coração", "Aquele que vem mais uma vez, aquela que ama dividindo história, aquele que foi aceito pelo absurdo", "O trio que deve vencer a Morte, e a longa história das outras escolhildas", "Aquele que já foi mulher sabe o segredo de todas as Ilhas", "O fogo do trio, que não é frio, vem a salvar a amante da amante, a esperança", "O Grande Jogo existe", e esse é o fim dessa poesia.

– Sabia! – Asha se exalta – Asal, a gente precisa dessa escola.

– "Aquele que foi aceito pelo absurdo", eu reconheço. Não sei o que foi que aconteceu com Trevor. Ele começou a ficar transparente, e depois sumiu.

– Eu tenho aula, e minha tese está quase pronta, se não eu ficava aqui com vocês investigando as poesias – exclama Asha, se levantando pra ir.

Elliot se ergue e segura Asha de leve pelo braço.

– Asha, devo dizer – Elliot está convicto – Asal, Asha tem um profundo mas livre tipo de respeito pelas regras, e acredito que ela deve ter acesso.

– E terá, mas só depois de terminar a sua tese, Asha.

– Obrigada por isso, Mestre. Obrigada, Elliot. E, Najka, se você puder, você me explique o que vocês sabem sobre isso de "outras escolhidas"?

A filha da noite olhou para a jovem estudante como a mãe que olha para a sua filha que nunca pode ter, com muita calma e um aviso sério na voz.

– Me parece mais importante que você saiba que as escolas-capela serão reveladas e, por exemplo, as passagens em Diamantina que impedem a escola se esconder irão ruir, ao menos é a passagem que conjurou esta reunião.

– Espere um pouco... – Asha pensa "As capelas vão mudar de lugar, se isso estiver certo" – Entendi; mas eu realmente preciso da minha tese, e preciso ir, só que pensei,... Vamos mudar as escolas de lugar, pensem sobre o assunto.

A jovem olha para os lados, e vê que não tem outra opção.

– Eu tenho de ir – Asha se despede – Boa sorte pra nós.

Asha arrastou Nina para fora da reunião, e logo que passaram pela porta, elas começaram a se olhar como aquelas que são o segredo em si.

– Nina, você sabe o que é o fogo frio?

– Até agora, não. Nem ideia do que vem a ser isso.

– Significa casamento, mas falou de um trio – Asha está em dúvida – Eu não tenho certeza, mas acho que somos nós, eu e você, e o Tomi.

– Não sabia que você tinha esse tipo de desejo.

– Ah, Nina! Que coisa... – Asha continua. Elas passam pela Passagem dos Enforcados, indo para o dormitório por ordem de Asha, mas ao passarem pela sala do dormitório, Nikoleta cumprimenta Nina a distância. Isso deixa Nina muito perturbada – Isso pode querer dizer que vamos nos casar, Nina.

Nina só engole em seco, rezando para Nikoleta não ter ouvido, enquanto elas entram no elevador. Ao chegar no dormitório, Asha vai até seu armário, que fica embutido na parte debaixo da sua cama, e retira das chaves do bolso para abrir a gaveta em que Nina sabe que está o grimório dela.

Asha pega uma caixinha pequena, um cubo de madeira esculpida, e se vira para Nina, com uma expressão muito esquisita no rosto.

– Que foi, Asha? O que é que tem aí dentro?

– Nossos anéis de casamento – Asha não abre a caixinha. Ela tem um tipo novo de sorriso, Nina vê olhos azuis brilhantes, ainda que de relance.

Na verdade, a jovem wicca já estudou isso – os olhos azuis são os olhos de um sobrevivente, alguém que já enfrentou a morte, e sobreviveu.

Nina tira os olhos da caixinha, e olha para Asha.

Seus olhos normais, de novo.

(Fim do Cap 2)