A Vez do Hierofante

De Enigma
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Silêncio sob Os Paraluzes -- Capítulo Dezenove -- Sol Cajueiro

Um livro de Future Pop Adventure -- Estágio -- O Grande Jogo

Nota: Todos os Direitos reservados (Sol Cajueiro).

Este Capítulo foi publicado no dia 3 de Julho de 2019.

Dedicatória

À minha filha, minha motivação; aos meus pais, irmãos, de sangue e de caminho; aos amigos, de coração, a quem sempre deu o apoio, em corpo, mente e espírito, e está agora digno de minha eterna gratidão.

–– Obrigado.

Cap 19 -- A Vez do Hierofante

– Vou invocar o holograma aqui, então.

– "Invitar", Asha – disse Tomi.

– Ai! Nenhum de vocês sabe a palavra certa? – duvida Nina – Como é que vocês passam de ano?! É projetar. Você vai ver daí, Elliot? Tá vendo?

– N-hń – grunhiu o vidente, deitado sobre a cama.

– Isso foi um “Arrã”? – questiona Asha.

– Vocês vejam o que vão fazer com o meu paciente, hã? – veio vindo da outra sala a enfermeira Babi, em suas vestes alaranjadas e faixa branca.

– É por uma boa causa, Babi – disse Oyá – Ele precisa ver. E você também Nina, porque não viu ainda.

Babka olhou, analisou o rosto de todos... e sorriu.

A enfermaria estava lotada, mas muito menos do que ela esperava, quando tudo o que aconteceu começou noite passada na Quinta Capela. Sendo assim, essa era, na verdade, uma visão premiada. Então, ela concordou.

– Está bem, vocês merecem – diz a enfermeira

Sendo assim, Asha se sentou ao lado da cama, Nina e Tomi a seu lado, Nikolai ao lado de Oyá e do Doutor Diesel. Sibel cuidava de Elyfa, na outra sala. Outros ciborgues estavam andando ali, porque a Nação do Oeste enviou ajuda, no meio da noite – a nação mais importante da medicina está toda presente. Talvez, Seattle tenha mais médicos, mas não que juraram sob pena máxima. Bem, enquanto Nina esperava sem saber o que seria, Elliot vê a pequena comum chorar, sozinha em seu quarto. Parecia que Nina estava desesperada, mas a visão foi embaçada por um espírito já seu conhecido, o Erê; e foi o espírito do menino careca que a consolou, – invisível – mesmo sem ela saber.

– Hora do holograma, Profeta – ordena Asha.

O holograma começou. Uma mulher, em seus vinte e uns anos, aparece ali, colocando a mão sobre o peito, muito calma, em uma saudação. “Repórter? Nunca vi na vida”, pensa Tomi. Enquanto isso, Elliot via Tomi conversando e, ao redor, um grupo: todos tinham pranchas, daquelas que voam, e ele sussurrava "Eu to falando sério. Parece que tem alguém por trás disso tudo, da Base, de tudo qu-",... – H´nf! – ele grunhe. Seus dentes doeram, por causa da poção mágica, e as costelas também; então, ele perdeu o resto da visão.

Todos se prepararam para ver as notícias.

"Saudações.

Sou Amila Persíphone Koei, repórter a serviço da Nação – e falo a você de nossa capital, Beaelorizont.

Hoje venho trazer notícias severas – e que exigem nossa máxima atenção. Esta noite, nós perdemos um de nossos heróis. Houve um ataque à escola de segredos A Quinta Capela, também conhecida como Aul-a Wakka, e significa Alma Attenta. Durante esta noite, durante a concentração do Carnaval, o festival da carne, que acontece em Julho, todos os anos em honra aos Heróis de Guerra, foram seis mortos, no total. Nenhuma aluno perdeu a vida. A pessoa que morreu foi o famoso herói da Grande Guerra, nosso mestre e educador, Doutor Abbel Sabarba. Ele morreu defendendo sua Escola, de nada menos de trinta monstros! Isso mesmo. Um clã inteiro! O grupo terrorista identificado foi o mesmo que causou a Terceira Grande Guerra Mundial, início do século XXI, Um grupo ligado ao demônio Godlex. O clã age dentro das terras da Europa. Assim, esta pode ter sido uma ação dos magos europeus, pois O Oráculo revela que houve mais de um ataque: a uma Torre da Bretanha e à Associação Amérika.

Não só de heróis mortos vive a Nação da Magia. Esta noite, além do ataque dos monstros, houve um atentado, também.

A princesa Safja Taíla Klai, de dezesseis anos, filha única do Imperador Klai, Teodor Klai – o grande líder da Nação monarquista Klai, que reúne os monarquistas de origem Bra deste aglomerado – ela, a herdeira direta ao Trono, além de ser descendente de várias monarquias dos cinco cantos do mundo, foi salva.

O herói se chama Elliot Akael Gulanta. Sim, Gulanta. Os que estudam História da Magia vão perceber que esta é uma das mais importantes famílias de magos europeus, e tem mais de dois mil e quinhentos anos, banhados em sangue, em ouro e em guerras.

Não julgue uma pessoa por outra. Mas Elliot não enfrentou monstros e sim um terrorista que, a se julgar pelas palavras, seria "franka". Minhas fontes me garantem que não é possível saber de onde ele é. Não possui memória alguma, só os métodos que iria necessitar para cumprir sua missão, a qual ele fanaticamente procurava cumprir. O Oráculo conclui que ele, na verdade, não é franco. Ele fala uma mistura de franka – e usa palavras que não são mais usadas há mais de um século, como “cochon”, porco – com três línguas que não têm nome, mais bra; ah!, e ele não sabe o nome da organização que o treinou e mandou fazer isso.

Estamos diante de um monstro, talvez pior que a aplegia. Ele é muito pior que os monstros que atacaram a Escola, e há uma suspeita que essa organização terrorista seja mundial. Uma seita,... Talvez, seja ela por trás da terrível aplegia. Eles!, ou isso, matou nosso herói, Sabarba.

Foi então que surgiram novos heróis, como uma aluna de onze anos, Asha, neta de Santa Wicca, que organizou os estudantes contra o terrorista e protegeu a princesa dos monstros. Não foi a única, e há uma estudante de apenas dezesseis anos, Sibel, neta do fundador da Mafei Sintéticos, atual herdeira. Esta menina conseguiu lançar uma magia de muita dificuldade. Sír-Qúwwa Alfa, ou O Círculo das Fadas, magia que muitos a estudam por vinte anos ou mais até aprender.

O também aluno, Nikolai Hussel, filho do famoso artífice que vem defendendo o uso do tartã, Hallor Hussel, será, já adianto, perdoado por usar Testor, a magia da tortura, uma das diversas Magias Proibidas, contra o terrorista. A pequena estudante, que manteve a cabeça no lugar, teve de destruir sua varinha em meio à disputa de poder com o terrorista. A Tropa de Elite diz que este terrorista tem o nível máximo de Resistência a Magia: cinco; além disso, o Senhor Hussel enviou à redação do jornal O Oráculo uma nota dizendo que Asha irá receber a melhor varinha que ele é capaz de fazer, obra prima que só o conhecimento dos maiores artífices permite criar.

Houve a participação de alunos na defesa da escola de segredos. Outras nações do mundo estão de olho no que aconteceu, por muitos motivos; e a princesa foi levada ao seu pai, pela Tropa de Elite Klai. A segurança da princesa enviou uma nota agradecendo aos alunos – a Asha, em especial, pelo esforço de manter a princesa viva, ainda que ela estivesse em surto – e que Taíla tem toda a sua agenda deste ano cancelada, para se recuperar do dano de lucidez – mas a história não termina aqui.

Tenho o pesar de dar outra notícia. Eleodoro Bitencourt, político, 72 anos, membro da Interação, grupo com ação direta do Conselho e pai de nossa estrela, a Caixinhos de Ouro Elyfa Brant Bitencourt, morreu durante o ataque, ao salvar nove crianças de um monstro. A família Bitencourt segue a tradição acadêmica de magos, logo irá velá-lo em casa, apenas na companhia dos íntimos. O enterro será no horário mago, 17 horas, em Bealae. Não restou corpo – sem mais detalhes, aqui – mas sim seu cajado, Andaluz, que será ritualizado à sua filha e herdeira.

Temos um problema. O local onde o ataque se deu, o Anfiteatro da Tragédia, está totalmente destruído, devido a uma explosão. Os monstros usaram ratos: Isso mesmo – Ratos bomba! Isto não é uma atitude de monstros, pois a história deles lhes resume a poderes de atuação da física dimensional; mas eles pareciam organizados por alguma força externa. Bem, a substância da bomba desapareceu logo depois da explosão. Fica a dúvida. O ato de ataque monstro poderia estar de alguma forma ligado ao terrorista sem memória? Ou foram "dois" ataques? E que organização é essa, tão secreta, a qual se esconde até mesmo de nossa sociedade, que é em si mesma já uma sociedade secreta? Todas as Sociedades do Segredo tem algum conhecimento umas das outras, mas nenhuma, até agora, assumiu o ataque – e só um esforço gigante de espionagem internacional poderia ter feito isso. E então, fica aqui mais uma vil questão. Quem era o alvo? Doutor Sabarba? Taíla? Ou talvez: os vampiros?

Devemos honras à sociedade dos imortais, e render ao futuro todo o nosso agradecimento. Eles atenderam em massa, ante o chamado de Odéle Olanguèe, mestre da escola, o qual organizou a defesa e identificou o ataque com ajuda de videntes, de acordo com todos os bruxos presentes. O Maestro ensina Defesa Contra a Corrupção, muito questionada por não ser uma matéria tradicional e incluída há apenas alguns anos em nossas escolas – aliás, a matéria que Sabarba insistiu em passar no Conselho, a qual permite o treinamento vidente – Odéle contou com a ajuda de dois videntes a serviço da Capela, aos quais são direcionados os Rituais de celebração deste Carnaval – mas sigam todos as instruções da sua Escola.

Entre nossos novos heróis, Elliot: que nem mesmo é um bruxo, nem mago! Vive entre nós; o Iko, como me disse um aluno, ele é chamado. Assustem-se. O garoto tem só dezesseis anos e não é aluno da Escola: é um professor. Doutor Sabarba viu nele o dom e o fez professor. Ele dá aulas de Xadrez; e alunos dizem que ele é o melhor que já existiu. Ele é sério, um estrategista espetacular, dadas as informações dos alunos; e que também sabe rir junto dos alunos. A matéria é facultativa, mas acreditamos que em homenagem a Sabarba, o Conselho deve revisar as leis sobre a sua inclusão nas Olimpíadas.

Veja a enquete na Interface e participe: Odéle Olanguèe, 103, o professor de Defesa Contra a Corrupção, deve ser o próximo Diretor? Ele, herói que também lutou durante a Guerra, ao lado de Sabarba. Ele é membro da linhagem de Sabarba, seu discípulo.

Isto deve manter a escola tão segura quanto sempre foi, pois Marta de Karla Sabarba, viúva do diretor, deve aceitar o famoso convite de Kalai, o Cinzento, e se tornar Conselheira. Odéle é feiticeiro, filho de Xango, maestro de uma matéria que pode ser agora a mais importante forma de prever o que essa Ordos que o mundo desconhece faz. Boa sorte, Odéle.

Vale lembrar o lema das nossas escolas, nos mantos dos alunos: “Saber: O Futuro da Dedicação”. Doutor Sabarba sempre fazia questão de lembrar deste lema; e durante o Carnaval de Inverno o Conselho diz a todos para ter todo o cuidado ao conjurar o nome científico dos nossos símbolos, os pássaros de cada região. Sabarba amava o homenageado do Hino Nacional: Saltator Similis, O Trinca Ferro; mas tenham muito cuidado ao fazer a conjuração, evitando chamar a atenção das pessoas comuns, ou seja, tirem a atenção antes – não se esqueçam.

Não são as únicas notícias de hoje.

Duas explosões – uma em Munique, outra em Buenos Aires – se você não sabe, a sede do Statbureau e a sede da América do Sul – aconteceram ao mesmo tempo e há uma energia ao redor. Diz-se ter sido um problema no teletransporte, o qual tem restrição de uso policial e do Statbureau. De acordo com a Academia, a tecnologia – ainda experimental – lista diversos tipos de ítens vetados ao uso desta. Fomos informados de que um destes ítens passou, de um lado a outro. São mais de mil mortos e feridos na explosão, mas isso não é surpresa nenhuma – ítens de poder não podem ser teletransportados, ou o equipamento explode – A Academia sabe disso e tem nosso suporte para identificá-los, além de todas as outras nações e sociedades paralelas; mas...

Há uma nuvem de energia, visível, e de uma emanação mágica intensa, pairando sobre ambos os lugares. Todos que olham têm a sensação óbvia de que esta tal energia é mágica. A Academia mandou selar os bairros afetados, sob a notícia de que é um efeito de luzes. Isso... não tem acontecido outras vezes? Se agora sabemos que isso é de origem mágica, quantas vezes os eventos de "Luzes" não foram usados como "desculpa"? O aporte, porém, não é o bastante para danificar o equipamento; só causa dor ao viajante, se você tiver uma faca ritual, varinha, orbe ou os focus secundários. Ítem Histórico é outra coisa.

Uma correspondente especial, Eleita de Bastos, cyborgue a serviço do Esforço Espacial Internacional, na estação em órbita de Marte, me garantiu que a energia pode ser sentida e medida lá – em outro planeta.

Acontece que o ataque à Escola – também – pode ser medido da estação. O ataque à Associação Amérika, no Aglomerado de Angeles, além de um ataque à sala de privação da Torre de Dublin, podem ser identificados com a mesma energia. Os medidores, mesmo garantindo que o ocorrido na Quinta Capela seja um "atentado", Bastos garante que tem energias, comprimento de onda e leitura de canal de comunicação – mas diferente do usado pelo Esforço Internacional para a comunicação com Marte e com a Estação Morfeus, em Europa – iguais à explosão no Statbureau. A Academia se recusa a dar respostas, em relação à Base de Bealae. Sabemos que existe a pena por trás dos fatos, canetando; e o Statbureau também recusa à nossa Nação uma investigação. Assim, este enigma, de acordo com nossas leis, será julgado pelo Conselho, que irá decidir se entramos ou não em Estado de Guerra.

Qual é esse terrível segredo em tais fatos? Porque esse silêncio da Academia? Temos uma investigação realizada, e os sete suspeitos foram entregues há duas horas ao Conselho: estavam sob guarda de Sabarba. E, por mais que a possa parecer irreal, os magos detidos não eram o objetivo dos terroristas! Eles foram detidos e mantidos em privação por um ex-agente da Tropa de Elite que, até Elliot, foi o Professor mais jovem que já deu aulas em uma de nossas Capelas. Ele está sendo ouvido pelo Conselho, sob todas as proteções, neste dia de hoje.

Qual é o enigma sob os paraluzes? Das Luzes, energias observadas? Porque isso é "Confidencial"? Por que só as mais altas patentes das Tropas de Elite da Academia – e não das Nações! – têm acesso, e ainda assim sob imensas restrições, ao estudo das Luzes; e nem mesmo essas altas patentes nos dizem o que está acontecendo? Temos duas coisas a questionar, diante dessas informações.

Que silêncio é esse? E que organização é essa que tem o apoio da Academia e está por trás desses eventos?

Há uma Ordos por trás disso.

Mas aqui, investigação é pouco – essa Facção tem muito claramente o apoio da Academia, a organização comum mais importante do mundo.

Todas as Capelas devem se preparar, pois território com qualquer Nível de Magia é o primeiro dos objetivos dos Magos, mas aí chegamos a uma notícia, muito boa desde o começo: as outras Nações fizeram uma votação.

A Quinta Capela é a Escola mais segura do mundo.

Honra aos nossos heróis. A escolha, feita por estudantes de várias escolas – as Torres da Bretanha, a Escola do Cairo e os Templos Elementalistas. A Associação Amérika irá homenagear Sabarba, em um livro educativo sobre a Nação da Magia, para os seus estudantes manifestadores, psiónicos e conjuradores psíquicos; e foi Sabarba a criar a técnica dos últimos! Temos até mensagens de paz vindas das escolas mais fechadas: Adivinhos e outras. É Carnaval, crianças! Não se esqueçam: a investigação só começou, não será finalizada no dia de hoje; e saibam: o Conselho decretou luto oficial de três dias. Os importantes projetos de autoria de Sabarba devem ser votados, em breve, mas a votação pode demorar.

Desde que a sociedade de facções ideológicas se fez a sociedade pública, isto tem acontecido.

A Academia não se manifestou. Representantes de todas as sociedades paralelas estão em Berlin-kapital tentando ir além dos limites do que nos separa.

O silêncio sob os paraluzes não terá fim? Devemos deixar o Enigma dormir e, no poder, monstros?

Monstros no sentido original: até os comuns conseguem ver a razão dormir, aqui.

Saiba que não; vamos lutar!

Como encontrar nova esperança, quando tudo mais está perdido?

Desvendar o seu Enigma é a chave que vai abrir as portas para encontrar a solução: nossa união.

Sabarba está morto. Mas que o Enigma deixado por esse nosso herói os leve ao Saber. Dessa noite de terror que se fez, nascem novos heróis! Esperança de que a Oculta não nos tenha levado a criar uma criptocracia corrupta, pior – terrorista, por trás do ataque a uma Escola para crianças, de que Nação sejam! Iremos lutar.

Nenhum aluno ou convidado morreu.

Três monstros morreram; três de nós se sacrificaram, Elliot – dizem – nunca se viu o que ele fez: ele apanhou; foi o que ele fez: dentes quebrados, costelas, nariz, cego de um olho, maxilar quebrado: Elliot, aguardamos você se recuperar para se juntar à festa dos heróis.

Os culpados serão encontrados.

Obrigada pela atenção e não esqueçam de comemorar, pois não podemos deixar que isso destrua nossa Cultura e a busca pela vida, a magia e a paz. Erga um brinde aos nossos Heróis, hoje e sempre! O Carnaval, de quinze a vinte e um de Junho, é uma festa – e Magia também é Celebração! Existe para ensinar os nossos jovens sobre o seu passado. O nosso presente, enfim, os nossos jovens são o maior dos nossos tesouros. A razão de existir das Nações Mágicas e que está nestes que morreram: somos a sociedade paralela que mais envia voluntários para as missões das forças de paz conjuntas da Academia.

Eu sou Amila Persíphone Koei, repórter.

(fez uma saudação, colocando suave a mão sobre o peito tal como no início e deu fim à reportagem).

15 de Junho, 2213, de Báelorizont. Boas festas a todos; e usem Praecordia com muito cuidado, pois a Alma Attenta que purifica seu sangue afeta sua lucidez.

Obrigada".

Nina não acreditava no que acabara de ver.

Seus olhos estavam arregalados, as lágrimas equilibradas; essa foi a melhor e mais pontuada reportagem que ela já havia visto na vida.

Havia decidido, neste momento, o que faria. A consciência de onde estava lhe tomou – a enfermaria da Escola – e agradeceu por estar ali. Aquela seria sua inspiração e, para sempre, este seria o seu trabalho: todos os dias, seria sua vida, seria uma repórter!

Nina encontrou finalmente sua razão de existir.

– Você é o nosso Herói, agora, Iko – resume Asha.

Aquilo parece ter quebrado o gelo, mesmo que a morte de Sabarba tenha um impacto terrível. Todos sentiam isso. Ele era o herói. Asha só disse o que todos agora pensam, que Elliot alcançou o seu lugar. Não importa mais qual era sua família. Eles eram Magos. E daí? Amila havia sido bem clara, neste ponto – e ela era uma formadora de opinião – ele era o herói! Estava feito.

Elliot foi aceito pela Nação Mágica, como um salvador. Ao menos, era o que todos ali pensavam, neste momento.

"A Ilusão perfeita",... Todos, menos um.

– Elliot?...

O garoto olhou com seu olho bom para Nina. Ele a vê realizar um ritual, só que existe um poder extremo envolvendo-a, lhe expulsando da visão.

– Você não vai morrer, né?

– Não, Nina – disse Asha, feliz – Ele prometeu. Fiz ele prometer, uma vez, que ele não ia morrer. E ele cumpriu a sua promessa.

O momento era feliz, apesar de tudo.

– Asha, – Nina fez uma pausa – agora que o Diretor morreu, será que eu ainda vou poder estudar aqui? Depois de tudo: a escola, toda destruída; meu pai não vai deixar. Eu queria tanto!,... Estudar aqui e me formar aqui!

– Não seja boba, Nina – Oyá interrompe – A Escola é agora a mais segura do aglomerado; e é isso que vai para a mídia. Seu pai vai ficar orgulhoso, de sua pequena estudar aqui. Só não fale sobre as magias, não se esqueça disso. Nem que monstros nos atacaram, mas sim um grupo de terroristas, mas nenhum aluno ou convidado se feriu: e seu pai vai matricular você aqui ainda hoje.

A bruxa, mais velha, foi a primeira a se levantar. Foi até a menina e passou a mão na sua cabeça, de leve; olhou para o mais novo herói da sua nação, a Nação do Enigma, a Nação do Segredo, a simples e bela Nação da Magia.

– Elliot – enquanto Oyá diz, Elliot a vê decidir falar isso – Ofereço a você um emprego no Instituto: Inspetor; se você quiser, claro.

– E você já tem um voto da diretoria do Instituto, Elliot. Tenho certeza que você é uma excelente escolha – comenta o ciborgue, Doutor Diesel.

Todos vêem que ele não pode responder.

"Hmmmh"... – pensa ele – "Vejo os movimentos da guerra, se eu aceitar o convite; muito interessante"...

– Bem, você vai ter uns dias para pensar – conclui Oyá.

– Meu – disse Tomi – Achei que você ia morrer, de verdade. Foi o que eu achei, mas que bom que você tá vivo. (Ele fez uma pausa). Seja bem vindo de volta ao paraíso, é o que eu te digo. Afinal, é o que eu acho que você diria pra mim. Mas, aqui, foi muito sério? Você vai demorar muito pra se recuperar?

– Fratura exposta da perna direita, – ouviu-se a voz de Babi, que veio para dar sequência ao tratamento do paciente; e sua voz foi alta, dizendo claramente a todos – mais três costelas quebradas, dedo quebrado, surdo da orelha esquerda, cego do olho direito. É o bastante? Cinco dentes quebrados e eu tive de dar a ele a poção mais dolorosa que existe, para que os dentes cresçam, mas minha Santa Wicca, que garoto resistente! Waw! Não está nem se queixando, de nada! Acho que está é feliz de estar vivo. Ah, sim. Além disso, também o maxilar quebrado em dois lugares. E vocês, estão me atrapalhando! Deixem a cura e os nossos médicos voluntários ciborgues trabalharmos! Chega!

– Meu, como que beija com o maxilar quebrado?

Asha pisou no pé dele, pressionando um pouco e com força, só que sem chamar a atenção da enfermeira, que ficou horrorizada com a piada.

– Beijar?! Ficou louco, garoto? Isso é uma enfermaria! Saiam.

Todos se despediram e saíram da sala.

No caminho, vinha Tamara. Ela carregava uma série de cabaças, todas empilhadas magicamente, e Asha lhe ofereceu ajuda.

Despediu-se, deixando Nina e Tomi com Oyá, dizendo que se encontrariam em sua barraca, logo que entregasse as poções. Ao entrar, a professora Tamara foi entregando as poções de cura a todos aqueles que lá estavam, incluindo Elliot, deitado sem ação, mas muito calmo; e a menina aproveitou para ir ter sozinha com seu melhor amigo, seu herói, e dizer umas palavras só a ele.

O garoto moveu lentamente a cabeça.

– Valeu, Iko – sussurrou ela – Você salvou a nossa Escola! Não sei o que eu vou ter de fazer pra te recompensar; mas você é o nosso herói, agora.

Ela falou isso com uma emoção muito grande, com um aperto no peito, o aperto bom, do fundo do coração; mas, então, se assustou.

– "Não, Asha" – disse uma voz profunda.

Olhou apressada, tentado ver de onde vinha a voz. Parecia vir do alto, ou também de nenhum lugar ao mesmo tempo. Vinha do nada, mas era uma voz amiga, calma; ela primeiro duvidou se estaria ouvindo coisas, mas então, de repente, entendeu,... e foi se virando devagar para ele.

“Você?”, mimicou com a boca para Elliot.

– Eu não sou o herói, Asha. Você é! Não, não se engane pelo meu sucesso temporário e efêmero – disse a voz, o olho direito do garoto a olhava, muito calmamente – É você. Você tem o barco e o remo. Sou só o ator secundário, um hierofante. Não tenho a ilusão dessa aventura. Eu vi: Doutor Sabarba estava certo, quando disse que eu e você precisamos tanto um do outro quanto o dia da noite. Um sábio. Realmente, um herói. Você pode escolher nadar até a outra margem, mas vai morrer tentando. Ou você abraça sua natureza e faz uma escolha muito difícil, talvez terrível, que só você vai poder fazer; aqui e agora.

“Que??!?”, pensa ela. “Você agora virou telepata, do nada?”.

Asha tinha de se concentrar, pois nunca havia conversado telepaticamente na vida! Tinha medo disso desde quando ouviu falar que era possível.

– "Não", – ouve ela, abismada – "Eu não sei o que eu me tornei, mas não é nada que ninguém conheça. Talvez eu seja tão único quanto você. Meu caminho, apesar disso, tão difícil como o seu, amiga, tem um fim".

Asha pensou em dezenas de coisas que poderia perguntar, sem correr o risco de ninguém mais ouvir, mas não conseguia escolher o que dizer.

Assim, Elliot ouve – "Akael!",... ele tosse; então, ele se concentra na voz para ir ver Sabarba, em seu último momento, dizendo claramente "Asha,... ainda não completou o seu supertreinamento,... mas você,... pode deixar as pistas,... para que ela encontre",... fez-se pausa, mas continuou – "A Profecia,... está tudo,... no Livro", cuspiu sangue, e fungou – "Três são os Pássaros. Um corpo, um meio, um final e um início. (tomou fôlego). A Escolhida deverá decidir o Destino de toda a humanidade. O Condenado deve pagar por todos os Pecados, quando chegar a sua hora. Os Outros são a Chave. As Luzes, o Portão. (parou, fungando, e cuspiu um pouco de sangue, mas Odéle, ali ao seu lado, ouvia). O Dragão e a Serpente, os lados opostos, deles só um poderá ficar, e vencer. Aquela que vencer a Guerra receberá a maior de todas as honras e, depois, Os Mil Impérios da Morte, A-Um", revela Sabarba, ao morrer – "A Profecia!", Elliot conclui – e a visão acaba.

Não havia se passado nem cinco segundos; e dessa vez ele manteve toda a visão e atenção normais ao seu redor. Asha ainda estava de boca aberta.

– "O que você descobriu na Sala do Tesouro? Minha intuição me diz que você será a única a desvendar esse enigma" – ouve a bruxa; e ela se concentra em usar a telepatia pra isso. Tenta pensar em tudo o que ela viu, o espelho que, não importa de onde você olhe está de frente para você, além do pentágono horizontal com o ponto no meio suspenso no ar, entre o espelho e o chão; e uma névoa que você vê no espelho ao olhar. Cada uma das cinco paredes tem uma ilustração, tal como uma pintura muito antiga, de cinco animais: o gato, o sapo, a coruja, a mariposa e o peixe; mas as imagens seriam impossíveis de se explicar. Ela mentalizou tudo e se lembrou de que Tomi viu, então poderia reproduzir depois, afinal é isso que ele faz – não é? – é o que ele sempre diz.

– "Como foi que você virou telepata, agora?" – pensa ela.

– "Eu recobrei todas as minhas memórias perdidas, Asha, e agora eu sei que não temos tempo a perder. A Ordos que está por trás de tudo isso; e de tudo o que vai cair em nossas cabeças em breve, "já" sabia que isso ia acontecer. Eu era um Oráculo; e era mantido cativo e servo de um dos grandes líderes. O que você vai fazer? Você precisa me dizer o que você quer, porque agora eu tenho todos os meios para lhe servir com as informações e revelações que você vai precisar e, assim, garantir seu futuro; mas vamos ter de fazer um acordo".

– "Odeio essa palavra, acordo,... Ela sempre quer dizer mais problemas que qualquer outra coisa. Mas vai, fala" – pede a bruxinha, divertida e quieta.

– "Eu quero libertar os Oráculos" – revela o vidente.

– Hmmmh,... – ela não evitou de murmurar. Fica ali, com apenas uma das suas sobrancelhas erguida, a sinistra, uns momentos; e cruza os braços.

– "Se aceitar, eu lhe darei tudo o que você precisa", diz a voz.

– "Você provavelmente já sabe que eu vou aceitar, mas porque está lendo a minha mente, só que eu preciso de tempo pra pensar", responde ela.

– "Não se demore a decidir. Essa Ordos vai saber que você e eu temos um acordo provavelmente amanhã pela manhã; e você será um alvo. Só posso te ocultar com o contrato. Eu não sei o que você pensou, quando fez um ritual para que a Nação dos Espíritos lhe entregasse a Escolha das duas pessoas que nasceram no mesmo dia que você, mas ao fazer isso você colocou as forças do Destino em ação. Você é livre para escolher, mas está presa às consequências. Não são as consequências dos seus atos que te definem como pessoa, mas sim a sua atitude diante das escolhas; mas você escolheu por eles. Eu estou lhe pedindo ajuda, porém estou lhe oferecendo tudo o que eu um dia terei em troca; eu quero a liberdade do meu povo, os servos do Inimigo", expõe Elliot, calmo.

– "Você diz que esses Oráculos são cativos? Prisioneiros? Ou é algum tipo de poder, ou controle mágico?", ela quis saber, ainda em silêncio.

Até aqui, Asha raciocina, parece uma troca justa.

– "São milhares de crianças, mantidas em transe permanente, escravos de um tipo de Ritual alienígena. Elas não têm escolha. Isso dá poder para essa Ordos controlar todo o mundo; e todos os futuros possíveis. Eles vão saber o que você vai fazer, antes de fazer", diz a voz do seu amigo oráculo.

– "Crianças? Porque você está me falando isso?", Asha questiona.

– "Saber o seu futuro pode ser perigoso, Asha, mas não existe outra chance nesse jogo que essas pessoas jogam". Ele sabia que só podia esperar, agora.

Asha se sentou na cama ao lado da dele, vazia. Se lembrou de onde estava; e logo espiou para ver quando a Professora Tamara iria lhe chamar para irem embora; também não podia deixar Nina e Tomi, dois comuns desajeitados, a solta por aí, toda a sua educação etc. Então, ela respira fundo, olhando para o infinito, e toma a decisão, erguendo a cabeça para dar a resposta.

– "Certo", firma ela, mentalmente – "Eu quero o controle".

– "Você quer o controle dessa Ordos? Em troca?! Olha, isso eu não tenho como dizer se é impossível, mas é o mais próximo disso que eu já ouvi. Você me surpreendeu, agora; de verdade, não esperava", Elliot responde, quieto.

Asha esvazia sua mente, como lhe é de costume.

– "Certo", responde ele, "Você tem a minha palavra, de que terá todos os oráculos livres que quiserem te ajudar a seu serviço; mas não os force".

Ficaram em silêncio algum tempo, então ela se levantou.

– "Eu devo ir agora, ou isso vai chamar a atenção", Asha para, pensando um pouco, ali de pé, e pergunta – "Qual é O Segredo?".

– "Eu vou lhe dizer, agora que você perguntou, mas devo pedir um favor a você e nunca se esqueça: se você me fizer uma pergunta e eu não responder, eu morro; isso é parte do contrato" – ela aperta os lábios, como quem queria não ter feito a pergunta – "É um Jogo",... Elliot vê um corpo estendido sob uma cama, aberto; mas não há sangue nem no cadáver nem sobre os lençóis, e sim areia; ele ouve dedos estalando e a visão acaba; ele foi expulso da visão.

– "Espere!" – ele interrompe; sabia que ela iria embora – "O Contrato está feito, Asha; mas eu não tenho como expandir, ou melhor, você vai ter de cuidar dos seus amigos por conta própria. Só posso garantir o seu futuro, o futuro das pessoas com quem tenho um contrato" – avisa ele. Asha se senta.

– "Você diz que é um Jogo?,... Pode me dizer por onde começar?".

Elliot é arrancado do corpo, mas continua ali; assim, a visão lhe permite se deslocar entre as cenas, a maioria envolvendo a morte dela.

Outras cenas se formam, ele se vê morrer, se vê em coma, vê uma nave alienígena atrás da lua, uma visão em que o tempo parou etc.

– "Me parece que seu Destino não é tão definido quanto Asal acredita que venha a ser, Asha. Nem o meu. Ou então, isso que você me perguntou é uma coisa tão impossível de ver, que minhas visões me enganam ao tentar".

– "Você sabe o que eu quero", ela confirma o pedido.

– "O contrato é de duas vias: ao conseguir ver e garantir o futuro que você quer, eu alcanço também a minha parte do contrato", avisa Elliot.

– H'fn!,... – ela ri – "Digno", e faz uma pausa, esvaziando a mente – "Tudo o que você quer é a liberdade do seu povo? Se for, não tenho mais nada a dizer", a bruxa resume seus pensamentos, mas vê que ele reagiu, ainda deitado.

Elliot inclina a cabeça, um pouco. Asha fica em dúvida: Será que ele tem visões ao mesmo tempo em que conversa com ela?

– "Sim, e tem mais uma coisa que você precisa saber", ouve ela – "Se você tem de tomar uma decisão, mentalize não fazer nada primeiro. O Inimigo só sabe o que você decidir fazer, não o que você decidiu não fazer".

– Hmmmh,... "Me parece um jogo de xadrez", ela se lembra de Sabarba, as aulas de Elliot, e seus olhos ficam tristes por um momento.

– Asha? – ela se levanta de uma vez, e suspira.

– Eu tenho de ir, Iko – Tamara chegou.

– Vamos embora, Asha? – diz a professora – Você ficou aí em silêncio, só fazendo companhia para o nosso herói,... Isso é tão bonito. Elliot, – Tamara se vira para ele – pode ficar tranquilo, você vai estar de pé antes de dizer herói; mas trate de agradecer à sua melhor amiga aqui, pois a mãe dela exigiu que ela passe as férias em casa, em Béalae, e isso quer dizer: passe o feriado com ela. Depois do feriado, eu e Asal vamos precisar falar com você; e Najka deve vir te ver; ela tem vindo à Capela todas as noites, só Asal vai te explicar. Vamos, Asha.

Asha balançou a mão, sem dizer nada, e saiu.

A enfermeira Babi chega trazendo uma cabaça e a bruxinha torce o nariz para a poção, rindo ao ver que Tamara ia lhe repreender. Não o fez. Tamara sorri, e só passa a mão sobre o ombro da melhor aluna, para irem embora.

– Vamos, guerreiro – diz Babka – Vai doer mais em você que em mim.

"Minhas ações são calculadas pelo Senhor Destino,... e tenho poucas, talvez quase nenhuma chance de escolha. Mas você tem" – Elliot pensa com ele mesmo, ao tomar a poção – "Acredite no seu coração, Asha. Viva. Viva e acredite, porque você vai me entender, quando tudo tiver se acabado; e seu Enigma, então, vai se lembrar de mim para toda a eternidade, pois pode não haver fim".

O garoto a olhava ir embora de forma muito profunda. Ele dá um sorriso, pensando sobre as últimas palavras do ancião, a profecia.

Apenas uma coisa lhe inquieta.

Ele pretendia fazer o mesmo contrato com Asal e Najka, mas agora que o fez com Asha, vê seu próprio enterro ao fazer isso.

Não importa, pensa, o feito está feito.

Se ela conseguir e, se aceitou os oráculos em seu coração, sabe que todos os oráculos livres vão aceitá-la; mas não vê.

Nem por um segundo, vê.

Suas visões tem fim, ou talvez seja o mundo. Não vê nenhum oráculo lhe seguir, ou lutar por liberdade; e ele duvida, por um instante.

"Eu sei o que A Teocracia faz".

"E se Eles realmente existiram? E se os Seus Segredos estivessem agora em mãos mortais?", ouvindo o eco da sua voz, se sente sem corpo como se de volta ao nada – "Você, um jovem profeta sem memórias, Najka, uma vampira caçadora, e Asal, um professor bruxo, devem guiar a jovem bruxa e seus novos amigos através de Segredos tão antigos que apenas o Tempo conhece".

"A Mãe das Guerras está sobre a Terra, mas ganância e corrupção podem condenar o mundo. O Segredo deve ser revelado. O Enigma guardado pelo mais terrível Inimigo pode transformar um mortal em cinzas".

"Um ameaçador Jogo de Poder,... Como ousam os mortais brincar com a Divindade? Como encontrar Esperança, quando tudo mais está perdido? Como sobreviver à Danação?". Assombrado, ele se vê de volta.

"De onde vêm estes pensamentos?!", são seus, só que não; eles são talvez o reflexo de todas as suas dúvidas, agora livre.

Elliot se vê muito surpreso.

"Será que o contrato desencadeou isso?".

Ele se vira para a porta, com esforço.

Asha se despede de Elliot, da porta; e decide guardar a conversa como seu maior tesouro, pois aquela era a verdadeira voz dele, a voz da sua alma.

O Ser Humano.

Servo do que fala,...

Dono do que cala.

(Fim do Cap 19)


“O dia busca pela noite

Que procura o dia

Se você busca alguma coisa

Esta está à sua procura”.

Todmmas Kluer, Século XIX (?), ou XXI.