A Lenda dos Dois Irmãos

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Este é o Conto: A Lenda dos Dois Irmãos.

Enigma –– Saga de Contos –– Conto 26A –– A Lenda dos Dois Irmãos.

Nota: Todos os direitos reservados (Sol Cajueiro).

Siga para Enigma:Aviso_geral para ver a licença. Não se esqueça de que fanfic só é permitido a membros da Nação da Magia, uma nação de Bruxos de nascença.

Um Conto do: Multiverso Ficcional Enigma (EFM).

Originalmente publicado por Sol Cajueiro –– Tarja Solar –– Akkia –– Ikkomi Kajiura –– nomes pseudônimos de Sol Cajueiro, mas depois de 2014 os nomes se modificaram, menos Akkia, então o que vale mesmo é o nome original: Sol Cajueiro.

Este Conto foi publicado em 30 de Novembro de 2014. Foi revisado em 1 de Janeiro de 2021.

Vá para A Lenda dos Dois Irmãos (Conto) para ler o original, sem revisão.

Dedicatória

À minha filha; aos meus pais; e aos irmãos, de sangue e de caminho; a quem sempre me deu apoio.

“A magia está nos olhos do observador”.

– Comentários de linhagem, major e professor Asal Gusa.

Nekron: A lenda dos Dois Irmãos

A sala de holografia está cheia.

Todos os alunos, cada qual em sua escola, esperando pelos ensinamentos de um dos professores mais jovens de todos os tempos, mas que passou dez anos servindo a Tropa de Elite bruxa, neste aglomerado. A penumbra deixa uns e outros focados, pois há uma palavra no ar: Silêncio. Surgem mais duas cadeiras, para alunos que não estavam programados para as aulas; alguns se conhecem, mas apenas se cumprimentam com os olhos.

A palavra de silêncio desaparece.

Em seu lugar, surge em pleno ar o tema do curso: Nekron – A Língua dos Imortais.

Kfu, ou Nekron: A Língua dos Imortais – diz o professor.

Alguns alunos se moveram para conseguir posição mais confortável; outros esvaziaram a sua mente: hábito dos bruxos.

"Olá!", diz o professor. "Nekron, ou Kfu, é a língua dos Vampiros, os imortais. Apesar da palavra Nekron lhes lembrar o significado de "morte" ou "morto", ela na verdade se traduz como "imortal". A língua é feita com o pensamento dos imortais, e não do que mortais pensam sobre eles. A Super Língua, como também é chamada, também é muito falada entre os Vampýr, que não são imortais, e pelos doadores, porque a maioria dos Vampiros prefere ter uma vida segura, tendo um número de pessoas que lhes dão sangue, ao invés de caçar".

Mais uma palavra se projeta, suspensa; e abaixo, a tradução.

Vi du.

Boa noite.

"Vi du é o mais importante cumprimento na língua Nekron. É o primeiro passo em sobreviver a um encontro com os imortais. Mas se você se pergunta se eles existem ou não; bom: Isso é o que é esperado de vocês, mortais".

Komme du bat?

Como está você?

"Nós estamos aqui para apresentar a vocês a língua imortal. Ela é difícil? Só pense de novo,... É uma língua antiga. Só isso. Teve seu início há mais de quinze milhões de anos, e este é o assunto dessa aula de hoje".

"Um vampiro não irá lhe enfrentar: eles vão observar você viver a sua vida, ter filhos e morrer".

Porque?

"Porque você morre. E eles,... permanecem, através da eras".

Statka.

Imutável. "Isso é mais como uma "Era"; a língua é cheia de metáforas, mas é muito direta".

As palavras ficam ali, soltas pela holografia em pleno ar, tempo o bastante para que todos tentem pronunciar, pensar sobre elas –– "Nekron, na verdade, é uma palavra sagrada, que deixa todos os Vampiros atentos, esperando alguma coisa acontecer.

Eles preferem que a gente diga o nome da língua como Kfu, que quer dizer "língua", mas hoje vamos ver uma verdadeira lenda, que me foi narrada pelo ancião da Europa, o Vetalla –– ancião vampiro –– mais velho deste mundo, e depois, a anciã do Japão, segunda mais velha, me pediu para contar essa história aos Bruxos, vocês".

Gir.

O "Presente".

"Gir também significa "Aquilo que se dá de presente", mas tempo é "quase" sempre o que você precisa saber sobre essa palavra. Quero dar as boas vindas a vocês em nossa Escola! (ele ergue a voz, sem se alterar). Vocês imaginam qual é a origem dos Vampiros? Eu dou aulas na Quinta Capela, mas me formei como Melhor, e fui membro da Tropa de Elite; e a Escola nunca saiu de mim".

Statia.

Escola.

"A Escola Capela de Alma Attenta, a Quinta Capela, depois da insistência e pedidos de muitos alunos, maestros e membros da Tropa, aceitou o curso que aqui apresento, com a autorização do ancião vampiro que serve de conselheiro em nosso aglomerado; temos nos bastidores dois vampiros, me observando".

Nekron.

Imortalidade –– Imortal.

"As palavras em Nekron algumas vezes têm mais de um sentido, mas de uma maneira geral seu kosshi, ou "contexto", lhe define".

"O vampiro, enquanto envelhece, acumula nekron – imortalidade – e isso lhe gera visões".

"Estamos aqui para lhes contar a Lenda" – pequena pausa – "Mas, a pergunta está no ar,... Porque precisamos dessa língua, quando há tantas línguas no mundo? Kfu é falada em todo o Universo, e em algumas raras ocasiões nós conseguimos contato com outros mundos, e são os sobrenaturais que fazem isso, eles falam a mesma língua; são eles: Vampiros, Licantropos, Monstros, Asuras, e Djines –– mas, todos eles dependem dos imortais que bebem sangue para conseguir conversar com pessoas de outros mundos".

Komme et?

Como está você?

Art.

Tudo que há de bom.

"A palavra Art rege tudo que é positivo, bom ou visto como bom por parte do falante, mas também significa "Magia"; e é a palavra para "Sacerdote", além de ser usada como resposta positiva, no lugar da palavra: sim".

"Nekron é a língua do Multiverso: ela é falada em 90% do Universo, com cerca de 90% de vocabulário em comum".

(As luzes se acendem).

(Surge no ar o símbolo da Nação da Magia).

– Vi du – diz o professor.

Ouve-se um eco repetindo a palavra na platéia; e todos se preparam, agora diante da visão do narrador – ele veste roupas comuns, mas os mais atentos reparam que, ao mesmo tempo que a calça preta e a camisa de botões branca sem estampas, que o professor carrega dois detalhes tartã: as "casas" por onde passa o cinto indicam que ele é um professor, mas o lenço, no bolso direito, que ele é um membro da Tropa de Elite da Nação Mágica.

A barba levemente por fazer, uma pele castanha que se confundiria com a maior parte da população bra do aglomerado sudeste e o olhar profundo, que indica alguém que já viajou por planos e dimensões paralelas ao menos tempo o bastante para, tendo sobrevivido, merecer crédito.

– Eu sou Asal Gusa, Professor Gusa; e você assiste este vídeo para aprender Kfu, ou Nekron, a super língua imortal – pequena pausa – Sim, vampiros. Eu sou membro da Tropa de Elite da Nação da Magia e ensino Natureza e Cosmologia na escola de segredos Aul-a, Alma Attenta, A Quinta Capela: Sejam bem-vindos, e vamos direto ao que interessa.

– Por favor desconsiderem o que professores chamam de "pontos", nessas aulas: eles são inúteis, aqui. Pense,... Se você alguma vez encontrar um vampiro e qualquer coisa der errado, em uma situação real... você morre.

O professor faz uma pausa, esperando a informação fazer sentido.

– Em uma situação real, isso vai te ajudar a focar na solução do encontro com os imortais; e lembre-se: vampiros veem você em movimento lento, pois a visão deles é sete vezes mais rápida do que mortais realizam ações.

– Não parece muito,... é o que você pensa?

Vikkar.

Vampiro –– Muitos já tentaram provar que a língua Kfu tem raízes em nosso mundo, sem conseguir.

– Os vikkar são orgulhosos de ter uma sociedade que existe em quase que praticamente todos os lugares. Eu sou orgulhoso de ter encontrado imortais a serviço,... aqui mesmo, na Terra – ele respira fundo, para continuar.

Ehr.

Terra –– lembra "Arda", nome do nosso mundo.

– Vocês gostam de histórias? Eu adoro histórias! Vocês estão prontos?

Baddla.

História – Lenda.

– Tudo são histórias – ele parece conhecer várias delas, ou ter encontrado ao menos metade do que está falando – Nekron é feita de lendas.

Baddlawwas.

Narrativa (de histórias e lendas).

– Narrativa é a razão por trás das nossas aulas; e eu vou lhes contar várias histórias. Você tem medo da sombra, à noite? Acredita que a fogueira no meio do seu acampamento vai lhe proteger? Você acredita que vampiros não podem andar à bênção da luz do dia? Ou acredita nas lendas que mortais dizem sobre eles? Filmes? Literatura? Quem são eles?... Eu estou aqui para lhe dizer.

Ka.

Dois –– "Ka" é o nome da lenda que vamos ver hoje.

A lenda dos Dois Irmãos.

"Solemna",...

"Era uma vez",...

,... "dois irmãos, que viveram em um passado distante. Seu mundo tinha o nome de Ehr; e se parecia com o paraíso".

Uma noite, o irmão mais velho disse ao mais jovem que ele não era capaz de lhe encontrar, durante a noite, em sua cidade. Ele era mais velho, mais esperto; e o irmão mais novo aceitou o desafio, imediatamente.

Bou.

Luta – qualquer tipo de Desafio.

"E aqui começamos a nossa história".

O irmão mais velho conhecia a cidade melhor que a maioria dos adultos, e mais: ele sabia como andar pelos subterrâneos!.

Badds –– Bed.

"Subterrâneos: refere-se a túneis abaixo de uma cidade".

Assim, o irmão mais velho entrou para os subterrâneos na noite em que começou o desafio; seguia o mais novo andar pela superfície. Sentia que, se não fosse sua inteligência, ele o haveria encontrado.

De repente, ele ouve passos e se esconde.

Devo dizer que isso não era uma atitude comum em Ehr pois, tirando uma série de doenças para as quais nunca encontraram cura, o nativo deste mundo não tinha nenhum motivo para ter medo. Ehr sem dúvida se parece com o que alguns chamariam de paraíso: todos eram plenamente felizes. Isso era o que o povo acreditava.

Ao se esconder, o irmão mais velho não percebeu que, apesar de estar de fato oculto de quem estivesse ali, seu irmão o viu.

Os passos se aproximaram. E por lá passaram uma dúzia de homens, em roupas da guarda da cidade, com um homem amordaçado e amarrado, preso; e devo dizer: o irmão mais velho nem compreendeu o conceito.

Mas, movido pela curiosidade, ele os seguiu.

Ao seguir os soldados, ele vê as entradas das catacumas; era impossível entrar. Mas, escondido, ouviu a palavra que fazia as portas se abrirem; e sabia que aquilo era uma palavra de poder: Agonia, era a palavra.

Entrou atrás deles. Não havia luz, lá. A única fonte de luz eram as tochas que os soldados tinham, mas havia um Portão, uma passagem completamente nas mais profundas Trevas – e os soldados jogaram o homem lá dentro.

Horrorizado, o irmão mais velho fugiu.

O irmão mais novo, agora sabendo que o outro lhe passara a perna, teve uma ideia: de manhã bem cedo, foi à loja de tintas.

Ao fim da tarde, procurou o mais velho e o desafiou. O outro não queria saber do desafio; dúvida, medo e confusão o controlavam. Mas, dizendo ele que o irmão mais velho não era capaz de se esconder, ele não teve escolha e aceitou esse novo desafio, pois teve uma ideia.

Naquela tarde, o irmão mais novo havia pintado as solas dos sapatos de seu irmão para poder descobrir os seus segredos.

Assim, o irmão mais velho entrou para os subterrâneos, e foi até onde os soldados tinha levado o pobre homem. Ele disse a palavra mágica, coisa que nem mesmo os guardiões da cidade deveriam saber, ele pensava; mas seu irmão lhe ouve, escondido, e o segue para dentro das catacumbas tal como ele havia feito na noite anterior com os soldados.

O irmão mais velho avalia o Portal, as Trevas dentro dele. Depois de um tempo, ele decide falar.

– "Tem alguém aí?".

E ele ouve a resposta:.

– "Aoh,... Trachlee me".

(Oh!,... Me liberte) –– tradução fora da história.

Ele não entendeu a resposta; vocês devem concluir que ele falava outra língua, mas em Ehr todas as cidades falavam a mesma língua. Então, a ideia de que alguém fale e você não entenda é simplesmente absurda; mas o irmão mais velho decide insistir: ele não veio até aqui para não encontrar nada.

– "Você fala a minha língua?".

– "Me liberte", disse a voz – "Me liberte e eu irei lhe dar a vida eterna, o poder sobre a vida e a morte".

Ele engoliu em seco; mas parou para pensar naquilo.

O irmão mais velho foi embora, essa noite; para pensar. O que não sabia era que o mais novo estava lá; e ficou, pois teve uma ideia.

Ele se dirigiu ao Portão, cheio de dúvidas:.

– "Se eu lhe libertar, qual é a garantia de que você não vou ser morto depois?".

– "Eu lhe darei a liberdade que o outro não pediu: Você pode trocar voltar dos mortos, por andar de dia".

Ao fim daquela noite, o irmão mais novo foi encontrar o mais velho em seus aposentos; assim que ele descobriu o truque, ficou morrendo de raiva, mas tudo havia sido revelado – eles conversaram, e tomaram a decisão.

Na noite seguinte – a terceira noite – os dois irmãos foram até embaixo da sua cidade e, entrando nas catacumbas, libertaram a criatura.

– "Depressa: estiquem os pulsos!", disse a coisa, um ser feito de sombra e sangue.

Seria impossível saber se a criatura era homem ou mulher, pois era simplesmente alienígena.

De repente, com os pulsos cortados, o irmão mais velho grita: "Você nos enganou!", mas se calou ao ver que o sangue não caiu no chão.

O sangue dos dois irmãos, que viam nos olhos da criatura o desejo, quase bestial por ele, formou um ritual. Três círculos envolveram os dois irmãos e essa coisa que eles libertaram, e um maior, mais adiante; e ela ativou o ritual.

– "Oh, Ceifadora! Deusa da Morte, A Mais Velha!" – as suas palavras eram carregadas de adoração; aparece, então, diante dos olhos deles: A Morte, mas eles não a viram claramente, ela estava escondida por um tipo de véu – "Ofereço esta cidade condenada como sacrifício em troca de minha liberdade; e, ao aceitar, saiba que serei seu mais fiel seguidor".

Aparentemente, A Morte aceitou.

– "Peço a Sua Bênção para ele".

Ela aponta o mais velho. O mais velho sorri, orgulhoso.

"E então, A Morte se foi".

Ainda controlando o sangue dos dois irmãos, a criatura modelou mais um de seus rituais; antes, mirou suas mãos sobre o peito deles e, ao seu gesto, dois diagramas geométricos apareceram diante deles – ela sorri.

– "Rápido: encostem em seus símbolos!".

E os dois irmãos o fizeram.

O mundo se foi, em direção ao horizonte, e quando voltou eles estavam sobre uma pedra, em uma montanha; a noite era estrelada, o chão tremeu.

A distância, os dois irmãos viram um raio descer do céu, causando uma explosão imensa; aquela era a sua cidade, eles viam de olhos arregalados.

– "A cidade de vocês foi destruída" – disse a criatura – "Agora, venham: você (o mais velho) será o guerreiro; e você (o mais jovem) será o caçador".

Týr e Voahr são os nomes dos dois irmãos.

"Estas são as palavras para guerreiro e caçador".

Os dois irmão caíram no chão, agonizando, e ali ficaram por sete dias.

Quando se levantaram, haviam sido totalmente transformados, viam claramente durante a noite, mas tinham um incômodo profundo, que sabiam que seria eterno e sem solução: A Fome, ou Sede, tomou conta deles.

– "Precisamos atrair uma nave", diz a criatura, "Mas antes,... Vocês sabem quem me prendeu?" – "Não sabemos", dizem os dois – "Espero que o tempo tenha feito o seu trabalho, e o infeliz não exista mais! Este mundo é dominado por Magos, que controlam totalmente a população. Vocês não sabem disso, porque eles usam Demônios para manter a população sem saber de nada" – os dois irmãos queriam saber o que fazer, mas nada disseram – "Vou levar vocês a todas as cidades, e vamos caçar os Demonistas, todos! Vamos para a primeira vila".

E eles viveram eternamente.

Aqui termina a nossa história dessa noite.

(Aplausos. Aplausos imensos! Assovios).

– Esta é a lenda dos Dois Irmãos, tal como é contada pelos anciões entre os anciões dos imortais, os Vetalla – alguém grita: "Incrível!" – Obrigado. Esta foi a primeira classe; espero que tenham gostado – Asal sorri; fica meio claro que ele não faz isso com muita frequência: mas seus olhos esbanjam alegria, por ter a chance de dar essa aula – Espero vocês no próximo episódio. E não se esqueçam da palavra mais importante que aprenderam hoje: elas são usadas como: "Boa noite".

Vi du.

A sala de holografia se desliga e Asal Gusa olha pela mídia da porta para tentar ler o que puder do rosto dos dois imortais que estão à sua espera.

Devagar, Asal vai para a antesala, ao seu encontro.

– Você me surpreende, major – disse o nekron de rosto cançado; Asal se lembra de quando o conheceu, a serviço, na Amazônia das dimensões paralelas, cerca de trinta vezes maior do que a Amazônia legal.

– Obrigado, Tales – e se virou para a imortal ao lado dele.

O rosto dela é sempre indecifrável. Seus olhos claros e tão doces não fazem justiça à sua prontidão. Mas uma coisa o professor tem muita certeza: agora, em início de ciclo, a presença da filha da noite na escola capela deve ter sido o tema de todas as conversas entre os alunos; inclusive dos Melhores.

– Obrigado, NajkaAsal diz, mas só seus olhos dizem como ele está feliz.

– Agradeça à Morte, eyra, e ao Ka; mas, foi Aella que convenceu o Conselheiro a permitir você ensinar.

– Entendi – Asal aperta os olhos – O nekron deu visões a ele sobre nós os bruxos, você quer dizer? Estou curioso sobre o que ele viu.

– Impossível dizer quais serão as visões sobre isso; só um Vetalla entende.

– Mande meus agradecimentos a ele, por favor.

– Agradeça também ao meu ancião; Dogger tem poder o suficiente para ter visto a sua aula e ainda ver o que nós falamos aqui e agora. Precisamos nos reunir.

– O vidente ainda está se recuperando. Obrigado pela receita da poção, que ele deve tomar.

– Obrigada por aceitá-lo na escola – Najka mede as palavras – A Mãe das Guerras não vai esperar para nos levar para o Abismo. Hitu?

Asal Gusa para, suspira, e vê que tem de concordar com ela.

Yd – ele cumprimenta com a cabeça, de leve – Vou preparar a exposição para que meu mestre veja, primeiro. Você vai ver seu ancião?

Yd – ela corresponde ao gesto – Vi du.

Vi duAsal se despede.

Assim, Najka gira sobre seu calcanhar e se vira para a sala de rituais; ao seu lado o vampiro Tales, um velho guerreiro de origem grega.

Asal-sã – diz a avatar do computador central, de terninho – Sua próxima aula é na Torre de Meditação: Karate, segundo ciclo.

– Obrigado, Maýra. Avise a melhor aluna que hoje ela irá ser minha auxiliar nessa aula; se ela perder a aula, tiro um ponto dela.

A avatar sorri, de maneira contida; parecia se divertir com isso. Mas havia um brilho no olhar de Gusa, ao ver Najka desaparecer na outra sala.

– O que lhe dá esse olhar, maestro? – ela questiona.

– O senso de oportunidade dela.

FIM.

Glossário

Agonia: palavra que abria as catacumbas.

Aoh: Oh,...

Art: Tudo o que há de bom –– Sim –– Magia, ou Sacerdote etc.

Baddla: História, Lenda.

Baddlawwas: Narrativa (Storyteling).

Bou: Luta; Qualquer tipo de Desafio.

Ehr: Terra.

Eyra, ou Bubka: bruxo(s).

Gir: O Presente –– tempo ou coisa.

Hitu? Aparente pedido de "resposta", sendo "Kyle" aparente resposta positiva.

Ka: Dois –– A Lenda dos Dois Irmãos.

Komme et? Como vai? Como está?

Kosshi: Contexto, que define o uso de uma palavra.

Kunibadds ou Bed: Subterrâneos: refere-se a túneis abaixo de uma cidade.

Nekron: Imortal, Imortalidade, ou a língua dos imortais etc.

Solemna: Era uma vez,...

Statia: Escola.

Statka: Imutável.

Trachlee: libertar –– Trachlemme: Me liberte.

Týr: Guerreiro.

Vetalla: Os anciões entre os anciões.

Vi du: Boa noite.

Vikkar: Vampiro.

Voahr: Caçador.

Yd: aparente resposta positiva.

Obrigado por ler.